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sábado, 24 de maio de 2008

Deus TODO - PODEROSO


Gênesis 17:1

No texto lido, Deus apresenta-se a Abraão, tendo este a idade de 99 anos, como o TODO-PODEROSO. Naquela ocasião, Abraão vivia uma situação caseira desconfortável devido a Agar ter saído de casa com seu filho Ismael. Deus, então, se apresenta como sendo o Todo-Poderoso. Ele é o Deus da paz, que se apresenta como Aquele que é capaz de resolver todas as coisas e fazer o impossível acontecer.

Em meio a situações adversas e difíceis, Deus vem se apresentando de acordo com a necessidade de cada um (Ele é o TODO-PODEROSO). Não aparece diálogo entre Deus e Abraão, Ele apenas aparece e fala. Deus não busca explicações pelas nossas atitudes tolas e insensatas, Ele apenas nos fala: “Eu sou o TODO-PODEROSO.”

Logo após se apresentar a Abraão, Deus apresenta duas condições a este:

1) “ANDA na minha presença”

Deus quer dizer com isto para Abraão ter prazer de andar em comunhão com Ele, e assim, Ele requer de nós também. O pecado faz com que nos escondamos da presença de Deus. Assim como Adão e Eva pecaram e se esconderam ao ouvir a voz de Deus, nós também fazemos o mesmo. Deus quer que nós estejamos sempre na presença dEle através da leitura da Palavra e termos prazer em estar comunhão com Ele, não permitindo que o pecado faça com que nos escondamos dEle jamais.

2)”SÊ perfeito”

O nível de perfeição é atingido na pessoa de Jesus Cristo. O caráter perfeito que é realizado através do Batismo com o Espírito Santo.

Deus continua sendo o mesmo TODO-PODEROSO que se materializa em forma de paz, consolo e cura hoje em dia, mas Ele pede que andemos na presença dEle, o que significa ter um compromisso com Jesus Cristo, controlado pelo Espírito Santo.

No verso 3, Deus promete a Abraão uma grande nação. Ele nos promete “pais espirituais”de muitas nações também, se andarmos na presença dEle e sermos perfeitos. A benção (aliança) de Deus em nossas vidas quer produzir algo frutífero. Somos chamados para multiplicar (verso 6) e precisamos dar frutos através do novo e Vivo caminho que é Jesus Cristo.

(Esboço do sermão pregado no dia 10/02/2008, domingo noite, ministrado pelo Pr. Flávio Valvassoura na Igreja do Nazareno Central de Campinas, anotado por Lucas Tognolo.)

(Fávio R. Valvassoura é pastor da Igreja do Nazareno Central de Campinas, formado pelo Seminário Teológico Nazareno e também pelo Beeson Institute do Asbury Theological Seminary, EUA, com especialização em Pregação Bíblica e Liderança Eclesiástica, é coordenador nacional e sul-americano de treinamento e capacitação de líderes. Membro da Junta Geral. Doutor em Ministério pelo Asbury Theological Seminary, Wilmore, KY,EUA. Desenvolveu ministério como pastor na Igreja do Nazareno Ebenézer – Campinas, SP e na Igreja do Nazareno Brasileira – Nova York, EUA. Atua na equipe pastoral da Igreja do Nazareno Central desde 2005.)

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Solidão


Uma das características do homem moderno é a solidão.

Um especialista afirmou que a solidão é um dos estados da mente mais angustiosos que um indivíduo pode experimentar.

Por isso, ela desempenha um papel prevalecente nos suicídios e, comprovadamente, em grande parte dos homicídios.

É isto que assegura John Altrocchi, perito em psicologia anormal, após descobrir que muitas pessoas, que mataram figuras proeminentes, se sentiam solitárias.

A própria palavra “solidão”, quem sabe, mais que qualquer outra, tem um som triste, se não mesmo lúgubre. ROLLO May, no livro “O homem a procura de si mesmo”, refere-se àquelas pessoas para quem é importante serem convidadas para essa festa ou aquele jantar, não porque se divirtam. Ser convidado é importante como prova de não estar sozinho. André Gide observa, no homem do final do século XX, o medo da solidão, pelo fato de que a sensação de vazio e a solidão andam comprovadamente juntas.

Nesta panorâmica, psicólogos contemporâneos, como Erich Fromm e Erick Erickson, consideram a solidão e a alienação mental, como problemas psicológicos de maior vulto de nosso tempo.
É bom sabermos que a solidão é diferente, não é só estar sozinho, como de isolamento. Alguém pode estar sozinho e não se sentir solitário ou, pelo contrário, estar em meio a uma multidão e sentir-se só. Na solidão, temos o medo de amar. Aliás, título do livro de Ira J. Tanner, “Solidão, o Medo do Amor”, onde o autor faz referência a uma mulher que, após várias experiências de frustração afetiva conclui:”Não vale a pena amar. Não posso correr o risco de ser magoada e sofrer”. O medo angustiante de amar vê-se sempre associado a uma necessidade intensa de amor.

A maioria das pessoas ou sente falta de uma sensação de “fazer parte” ou sente falta de emoção de “ser entendida”. Por isso, a solidão está arraigada à questão dos relacionamentos interpessoais.
É uma experiência emocional, social, mas também espiritual. A alheação de Deus é um tema central da Bíblia, que faz da solidão um dos problemas mais sérios. A opção do homem moderno pela conversão da mente ao humanismo, ao secularismo, é uma oposição à fé em Deus, fê-lo separar-se do Criador.

A insolência humana de bastar-se a si mesmo originou a sensação de solidão espiritual.
A comunhão com Deus há muito foi interrompida. Daí a solidão, como fracasso do amor, haver gerado a crise que separa não só o homem do homem, mas o homem de Deus.



A solução para esse problema, dos mais angustiosos, está em Cristo, que enviado pelo Pai ao mundo, viveu nossos dramas, sentiu na pele nossas limitações e promoveu o ministério da reconciliação com Deus.

O Filho de Deus pode preencher, assim, o vazio proposital, pelo homem mesmo criado, que por sua arrogância contra si próprio sobreveio.

A solidão persiste quando descuramos a companhia do salvador, que “Veio buscar e salvar o que se havia perdido”, e na linguagem do Apocalipse “Está a porta e bate, se alguém abre, o Senhor entrará e ceará com ele”. Veio para estar conosco todos os dias.

Quiçá a solidão humana possa ser mitigada pela resposta na assimilação do indivíduo em Cristo.


(EliFernandes de Oliveira, Pastor da Igreja Batista da Liberdade,SP, é Bacharel em Teologia pelo STBNB; Psicanalista Clínico pela SPOB; Mestre em Teologia e Mestre em Ministério pela Faculdade Teológica da Fé Reformada, São Paulo, e Doutor em Teologia Th.D (cum claude) pela Universidade Cohen, Los Angeles, CA.. É escritor de jornais seculares e evangélicos, de revistas para EBD-JUERP, e de artigos para periódicos especializados em Teologia Texto extraído do portal http://www.libernet.org.br, edição de 16/03/2005).

Sofrimento e Vida


A história humana tem sido como que uma só página de indivisíveis sofrimentos e de agonias inenarráveis. Para E. Bersier, o sofrimento é o mais universal, o mais individual, o mais antigo e o mais atual de todos os problemas. A origem do nosso abandono e do nosso cansaço, da nossa fragilidade e de nossa miséria e da morte, reside no momento de incrível fraqueza dos nossos primeiros pais ante o divino, promulgado pelo Criador.

O sofrimento, herança terrível e angustiosa, é, portanto um patrimônio dos séculos passados e o será também deste e dos futuros, até os últimos dias. Zenão, filósofo grego do 3º século a.C., foi o fundador do estoicismo, que pregava a impassibilidade ante o sofrimento. Epícuro, outro filósofo grego do século 4º a.C. mandava seus discípulos esquecerem a dor pelas lembranças dos prazeres passados. E se a dor for mais forte? Pergunta um seguidor. Nesse caso, seria melhor o suicídio. Solução prática, sumária. Já outras escolas e sistemas confessam, com eloqüência o significativo silêncio, sua importância diante do sofrimento humano.

Rubens Lopes, no livro “Ao-Por-Do-Sol”, afirma que o sofrimento fará o homem desequilibrar-se como se lhe fugisse o chão, a não ser que essa força se oponha a outra: a fé. Se o sofrimento puxa para baixo, a fé arrebata para cima, concluiu.

Vinet complementa, dizendo que o infortúnio obscurece o mundo visível; mas abre em nós aquela visão interior com a qual se vê o invisível. Outra vez somos conduzidos ao regaço de Jesus Cristo, que diz: “Vinde a mim todos vós cansados e oprimidos e eu vos aliviarei. Não se turbe o vosso coração: credes em Deus, crede também em mim”.

A experiência humana tem se convertido em vale de lágrimas. Contudo, foi o Varão de dores quem nos visitou para trazer-nos vida e esperança. Uma dor única, incomparável, inexprimível, onde todos, de todas as gerações, podem, saciar a sede e cuja água renova e fertiliza o solo mais árido. Os homens têm sofrido horrores; casamentos infelizes, desajustes familiares, desilusões, aspirações insatisfeitas, doença sem cura, saudades insuportáveis. Verdadeiros estrepes cravados na alma. Porém o aspecto da dor transforma-se sob a cruz, com sua ignomínia e seu horror (cruz que significa escândalo e loucura) em esperança e vitória para os que crêem naquele sofrimento que ultrapassou toda a medida, não havendo outro que se lhe compare.

O sofrimento traz, ao espírito conturbado, a sábia reflexão que, nada há que o dissipe, a não ser Jesus Cristo, o qual, feito homem de carne e osso, sofreu e morreu para que nós, os homens tivéssemos vida.


(EliFernandes de Oliveira, Pastor da Igreja Batista da Liberdade,SP, é Bacharel em Teologia pelo STBNB; Psicanalista Clínico pela SPOB; Mestre em Teologia e Mestre em Ministério pela Faculdade Teológica da Fé Reformada, São Paulo, e Doutor em Teologia Th.D (cum claude) pela Universidade Cohen, Los Angeles, CA.. É escritor de jornais seculares e evangélicos, de revistas para EBD-JUERP, e de artigos para periódicos especializados em Teologia Texto extraído do portal http://www.libernet.org.br, edição de 16/03/2005).

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Marcos 1:1: “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”


Texto Base: Marcos 8: 27 – 37

O livro de Marcos foi o primeiro dos evangelhos a ser escrito, trata-se de um livro dinâmico, onde o autor utiliza-se de diversas expressões tais como: Em seguida, Logo então, entre outras.

No texto em questão, Jesus interroga seus discípulos com a seguinte pergunta: “Quem dizem os homens que eu sou?”. Jesus não era entendido pelos homens de sua época, muitos o acusavam de expulsar demônios em nome do demônio, outros o repreendiam porque Ele andava com pecadores e sentava-se na mesa de pecadores. No contexto de Marcos 8, Jesus estava na cidade de Cesaréia de Filipe, cidade esta que recebera o nome em homenagem a César, imperador do Império Romano e Filipe, governador de Roma; personalidades de grande importância, mas Jesus, então, queria saber de seus discípulos o que os homens pensavam que Ele era e seus discípulos, responderam: “Uns dizem: João, o Batista; a outros, Elias; e ainda outros: Algum dos profetas.” Então, Pedro, levanta-se como o porta-voz dos discípulos e diz: “Tu és o Cristo”.

A palavra Cristo, não apenas faz de Jesus um nome no meio dos outros nomes, uma pessoa a mais no meio de pessoas importantes; mas sim, faz de Jesus único, aquele que era o Escolhido de Deus para vir a terra e nos resgatar do pecado. Jesus é o Cristo, ÚNICO, o Filho de Deus que veio ao mundo.

E então, no versículo 31, Jesus passa a ensinar a Seus discípulos que sua morte seria necessária, sem ela não haveria salvação aos pecadores, aqueles que se encontravam perdidos. Era preciso que o Filho do Homem viesse, fosse morto e ressurreto ao terceiro dia. Então perguntamos, porque a Cruz? Primeiro, em obediência completa à vontade do Pai; segundo, para nos dar salvação por meio do Seu sangue e por último, porque Ele nos amou, e assim o fez de forma completa.

E a terceira pergunta que extraímos do texto é: “Quem somos nós?” Por meio da morte de Jesus, Deus estava reordenando as coisas, a história estava sendo reconstruída. Aqueles que querem se identificar como discípulos de Jesus, precisam andar pelo mesmo caminho que Ele andou, um caminho de dores, vida e morte. Conforme o versículo 34, Jesus, chamando a multidão e os discípulos, diz: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.” É como se Ele estivesse dizendo: “Agora que vocês me conhecem, que vocês sabem quem Eu sou, vocês querem me seguir?” Mas o que representa para o homem tomar a cruz? Representa dizer NÃO, negar as coisas do mundo, negar a ele mesmo, abrir mão dos seus confortos e seguir a Cristo.

Pedro, ainda em Roma, antes da Jesus ser crucificado, tinha todo um caminho de fuga de Roma para que os soldados não o prendessem, porém, ao lembrar das palavras e da vida de Jesus, este decide ficar na capital do Império e seguir os passos de Jesus. E assim, foi fiel a Cristo até a morte. Seguir a Cristo é andar pelos caminhos que Ele andou, caminhos de vida e morte. Está disposto a seguir a Jesus?


(Esboço do sermão do dia 03/02/2008, domingo pela manhã, ministrado pelo Pr. Ernesto Ferreira Jr, na Igreja do Nazareno Central de Campinas, anotado por Lucas Tognolo).

(Ernesto Ferreira Jr., Pastor da Igreja do Nazareno Central de Campinas, SP, é formado pelo Seminário Teológico Nazareno, Mestrando em Ciências da Religião pelo Seminário Nazareno das Américas e convidado pelo Pr. Aguiar para compor sua equipe desde Janeiro de 2003, a qual atua como responsável pelo ministério de Grupos Pequenos)

Bom Ânimo


Texto Base: II Coríntios 32: 1-8


Muitas vezes ao longo de nossa caminhada cristã nos vemos em situação de cansaço, desânimo frente às situações que nos rodeiam, muito embora nós não perdêssemos nossa fé, perdemos nosso ânimo. Desanimamos com pessoas, projetos, sonhos e tantas coisas a nossa volta.

Ezequias e Josias foram dois reis pós-davídicos exponenciais. Reinado de grandes conquistas para a cidade. O mesmo Ezequias que pede a Deus que não se esquecesse que ele fora um servo temente a Deus e recebe de Deus mais 15 anos de vida, passa por momentos de desânimo no seu reinado. Quando o desânimo bate na nossa porta, precisamos saber em que porta bater para resolver a situação.

De acordo com o verso dois, quando Ezequias se encontrava desanimado no seu reinado, Ele RESOLVEU tomar uma resolução. Essa é a primeira atitude que devemos tomar também, “Ezequias RESOLVEU de acordo com seus príncipes” (verso três), ou seja, nós, assim como Ezequias, precisamos procurar pessoas mais velhas, mais experientes que nós e não simplesmente resolver de acordo com nosso ímpeto para procurar uma resolução para a situação em que nós nos encontramos. Mas quem serão nossos “príncipes” como os quais nós nos aconselhamos? Devemos saber procurar as pessoas corretas.

Ezequias resolveu como qualquer líder tem que resolver. De acordo com o verso quatro, ele se AJUNTOU com o povo para tomar a decisão de fechar todas as fontes e o riacho que atravessa a região para vencer o rei da Assíria. Muitas vezes o bom líder precisa se ajuntar com o povo para resolver um problema, é o povo quem resolve e não nós mesmos.

No verso cinco, Ezequias também COBRA ÂNIMO do povo. É através dos resultados que nós recuperamos nosso ânimo. Após uma grande conquista no trabalho, na faculdade e nos nossos projetos que nós ficamos mais animados para continuar nossa jornada. E, no verso oito, lemos que Ezequias após recuperar o ânimo, o povo também ganhou confiança com as palavras do Rei. E aqui, aprendemos uma importante lição para fortalecer nosso ânimo:

Somos impulsionados por palavras que restaram nosso ânimo.

Ezequias no verso oito disse ao povo: “Sede fortes e corajosos”. Assim também precisamos nos fortalecer na fé e na oração. Há momentos que precisamos enfrentar com coragem as circunstâncias ao nosso redor.

Ezequias também diz ao povo: “Não temais nem vos assusteis com o rei da Assíria.” Devemos sempre lembrar, assim como no verso sete que há um conosco maior do que o que está com os nossos adversários. Conosco não está a força do braço da carne, mas a força do braço do Senhor.

Para concluir, em Jeremias 17:5, lemos que maldito é o homem que confia nos homens que faz a humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor. Devemos colocar nossa força nos braços do Senhor e sermos fortes e corajosos para enfrentar às circunstâncias ao nosso redor.

(Esboço do sermão pregado dia 13/04/2008, domingo manhã, pelo Pr. Aguiar Valvassoura, na Igreja do Nazareno Central de Campinas, anotado por Lucas Tognolo)

(L. Aguiar Valvassoura, Pastor da Igreja do Nazareno Central de Campinas, SP, é preletor e conferencista em vários congressos e seminários nacionais e internacionais, bacharel em teologia pela Faculdade Teológica Nazarena de Campinas – Brasil, doutor Honoris Causa pela Universidade Nazarena de Point Loma – EUA, é criador do Colégio Jaime Kratz e da Associação Nazarena Assistencial que atende hoje cerca de 310 crianças)

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O Ministério de Jesus


Texto Base: Mateus 4: 23-25

Lemos no texto de Mateus três características do Ministério de Jesus que devemos seguir, são elas:

1. Jesus ensinava – aos discípulos;

2. Jesus pregava;

3. Jesus curava.

Essas três características devem ser uma referência de como deve ser nossa vida. A primeira das características é que Jesus ensinava, somos chamados para ensinar (Mt 28:19). O discipulado é o ato de compartilhar com o próximo as verdades que conhecemos, os princípios do Reino e as doutrinas da Bíblia. A mensagem de Jesus quase sempre é de arrependimento (“Arrependei-vos porque o Reino está próximo”. Assim devemos fazer também, conscientizar as pessoas que ainda estão longe do caminho do Senhor que ela é pecadora e carece de um arrependimento.

A segunda característica é que Jesus pregava. A pregação de Jesus era confrontadora, Ele confrontava os fariseus, os doutores da lei e o povo. É como uma espada de dois gumes que nos traz desconforto mediante nosso estado de pecador. A palavra é como espelho, e de glória em glória, vemos a transformação de Deus em nós (ref. I Coríntios). Jesus ao mesmo tempo em que ensinava, admoestava, e como disse a Pedro certa vez: “Afasta-te de mim, Satanás.”, Ele quer também nos advertir de nossos erros.

A terceira característica é que Jesus curava. E, como lemos no verso vinte e quatro, a fama de Jesus percorria toda a região para que Ele pudesse curar. Aqueles que estão a procura de um milagre vão atrás de coisas e/ou pessoas que lhe possam ser úteis. Jesus a todos o curava (verso 25).

Mas que Jesus é esse que tem o poder de vir e intervir em todas as nossas necessidades? Ele não olha nossas posses, cor e jeito de ser, mas Ele nos olha com compaixão. Ele se identifica com a nossa dor, sofre conosco e tem o poder de mudar nossa história. Por onde Ele passava coisas sobrenaturais aconteciam, enfermos eram curados e pessoas transformadas.

Há algumas coisas naturais que acontecem quando Jesus passa por nossas vidas:

1) Jesus tinha consigo o poder de ser o Deus da PAZ. Por onde Ele passava saudava a todos com a Paz. Ele trazia a paz por onde Ele passava: paz que excede todo o entendimento. (II Te 3:16)

2)Jesus também trazia PODER às pessoas e aos lugares onde passava. Há poder no nome de Jesus nos céus e sobre a terra. Poder para transformar situações, curar enfermos e expulsar demônios. (Jo 1). “A todos quantos O receberam, deu-lhes o poder a fim de serem chamados filhos de Deus.”

3) Jesus trazia também ESPERANÇA, Ele é o Deus da ESPERANÇA (Colossenses 1:20). Esperança para com aqueles que não têm mais saídas e estão desesperados.

“Eu sei que o meu Redentor vive e no final se levantará do pó.” Mateus 10:25

Se o futuro está nas mãos de Deus, não podemos desistir. Porque Ele é o Deus da Esperança.

(Esboço do sermão pregado no dia 09/03/2008, domingo manhã, ministrado pelo Pr. Flávio Valvassoura, na Igreja do Nazareno Central de Campinas, anotado por Lucas Tognolo.)

(Fávio R. Valvassoura é pastor da Igreja do Nazareno Central de Campinas, formado pelo Seminário Teológico Nazareno e também pelo Beeson Institute do Asbury Theological Seminary, EUA, com especialização em Pregação Bíblica e Liderança Eclesiástica, é coordenador nacional e sul-americano de treinamento e capacitação de líderes. Membro da Junta Geral. Doutor em Ministério pelo Asbury Theological Seminary, Wilmore, KY,EUA. Desenvolveu ministério como pastor na Igreja do Nazareno Ebenézer – Campinas, SP e na Igreja do Nazareno Brasileira – Nova York, EUA. Atua na equipe pastoral da Igreja do Nazareno Central desde 2005.)

O Itinerário de Uma Igreja Vitoriosa


Texto Base: Lucas 9: 28-37

O que Deus requer de nós?

A primeira lição que precisamos aprender para saber o que Deus quer de nós é “subir ao monte” para estar com Deus e assim, ao descer, estarmos aptos para:

1. Comunicar a mensagem da graça;

2. Inspirar a mensagem da graça;

3. Refletir a Glória de Deus.

E estas coisas são feitas mediantes a prática da oração, onde estaremos ouvindo a voz de Deus e saber o que Ele tem para nossas vidas, a mensagem que Ele quer seja pregada; mediante a prática do jejum, onde estaremos nos esvaziando do homem carnal e nos enchendo do homem espiritual; e mediante a busca da plena santificação, que é alcançada somente na pessoa de Jesus Cristo.

A segunda lição que precisamos aprender é “permanecer no monte”, ter sede de Deus.

Hoje em dia, vivemos a síndrome da pressa, dos “fast-foods”, nossa correria cotidiana nos impede de vivermos uma vida mais íntima com Deus. Ao subir ao monte, precisamos também, permanecer no monte e assim, aprender a abrir mão da nossa pressa e ter mais sede de Deus. Permanecer no monte significa não perder Jesus de vista para se ver a excelência de Deus.

Por último, precisamos aprender a descer do monte, que significa confessar que não somos nada, o que nos faz lembrar uma canção cantada nos cultos infantis da igreja: "sem Cristo no barco tudo vai muito mal e vem o temporal". Sem a unção do Espírito Santo nas nossas vidas nada podemos fazer e precisamos ter Cristo no nosso barco para assim, para levarmos a mensagem de paz, consolo e esperança a toda criatura.

O que espera a igreja através dos montes?

Multidões esperam ansiosas para ouvir a palavra da Verdade. Precisamos alcançar multidões e falar da glória que vimos no monte. Em Lucas 4:18, lemos que a igreja no pé do monte sai às ruas para anunciar o ano aceitável do Senhor.

Se não subirmos ao monte para ouvir o que Deus quer de nós, viramos apenas uma organização religiosa.


(Esboço do sermão do dia 16/12/2007, domingo noite, ministrado pelo Pr.Estevam, Fernandes, na Igreja Batista Central de Campinas, anotado por Lucas Tognolo.)

(Estevam Fernandes de Oliveira, Pastor da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, PB, é Psicólogo Clínico e Terapeuta Familiar, conferencista nas áreas de Família e Liderança; mestre e doutorando em Ciências Sociais.)