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terça-feira, 22 de julho de 2008

Quem nos separará do amor de Cristo?


Na carta do Apóstolo Paulo aos Romanos (aos cristãos que estavam em Roma), em seu capítulo 8, versos 31 a 39, encontramos um dos textos mais líricos produzidos por esse amado servo de Jesus Cristo. Isto é, algo escrito como consagração dos arrebatamentos pessoais, entusiasmo e vitalidade consigo mesmo.
O lirismo é um gênero poético consagrado às maiores expressões de emoção e convicções.
Apreciemos, pois, o texto mencionado, a fim de que possamos conhecer a convicção do Apóstolo.

"Que diremos, pois a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Aquele quem nem mesmo a Seu Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com Ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem nos justifica; quem os condenará? Cristo Jesus é quem morreu, ou antes quem ressurgiu dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós; quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou nudez, ou o perigo, ou espada?
Como está escrito: Por amor de Ti somos entregues à morte o dia todo; fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Mais em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a visa, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor."

Que evidências podem conduzir o ser humano a convicção de Paulo? – Deus defende, segundo esse texto bíblico, os que são seus e os livra. Seus são todos aqueles que entregam a vida aos cuidados dEle e O buscam em todas as situações.
Esses são os escolhidos. Os que nada fazem, nenhuma decisão tomam sem antes consulta-lo.
Submissão total, por vontade própria. Sim, submissão voluntária, porque todos somos livres para crer ou não crer em Sua Palavra. Confiar ou não confiar em Suas promessas. Obedecer ou não obedecer Seus preceitos.
Como judeu, Paulo faz alusão aos tempos em que conhecia bem o Antigo Testamento, o que fica evidente na expressão "Deus não poupou Seu próprio Filho" .
As palavras que o Apóstolo usa, com referência a Deus, são as mesmas que Deus usou com respeito a Abraão, quando este demonstrou sua disposição de oferecer a Jeová, em sacrifício, seu próprio filho – Isaque, como prova de seu amor, obediência e total lealdade a Deus (Gênesis 22.16-18).
Isto é para pensarmos: Nenhuma lealdade pode ser comparada à Deus! Ele defende os que são seus e os livra, por causa de seu imensurável amor.
Mesmo imperfeitos, falhos, Ele não deixa de guardar aqueles que contam com Sua proteção, e a ela recorrem; e ninguém pode prevalecer sobre eles. O Senhor os faz vencedores.
Outra evidência que poderá levar qualquer pessoa a convicção de Paulo: - O Senhor é nosso advogado por excelência. Os parentes e amigos podem até nos ajudar e apoiar-nos, em situações difíceis, mas ninguém tomará o fardo que é meu, que é seu, caro leitor, para o carregar. Ele é só nosso e temos que leva- lo ate é o fim da jornada. Cristo, porém, não apenas nos apóia ou ajuda, mas toma nossa carga e a leva aliviando-nos do peso. Intercede para que você e eu fiquemos livres da condenação de carregar a cruz e, ainda a carrega em nosso lugar.
Se essas evidências nos podem conduzir à convicção do Apóstolo Paulo, então, o que nos pode separar desse tão grande amor que Deus tem por nós? – Nada, absolutamente nada, poderá separar do amor de Deus alguém que O busca de todo coração!


(Texto extraído do portal http://www.libernet.org.br, edição de 28/01/2008, escrito pelo Pr.Eli Fernandes de Oliveira).

(Eli Fernandes de Oliveira, Pastor da Igreja Batista da Liberdade,SP, é Bacharel em Teologia pelo STBNB; Psicanalista Clínico pela SPOB; Mestre em Teologia e Mestre em Ministério pela Faculdade Teológica da Fé Reformada, São Paulo, e Doutor em Teologia Th.D (cum claude) pela Universidade Cohen, Los Angeles, CA.. É escritor de jornais seculares e evangélicos, de revistas para EBD-JUERP, e de artigos para periódicos especializados em Teologia).

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Via Dolororsa!


Muitas vezes nos sentimos desestimulados para continuar algo que no passado foi um grande sonho em nossa vida. Esta desmotivação pode ocorrer tanto na área profissional, quanto na dimensão dos nossos relacionamentos. É como se uma lamentável certeza nos incomodasse a cada dia, confirmando-nos o fim de um “projeto de vida”. A partir de então, qualquer lágrima é muito pranto; qualquer dor é muito sofrimento; qualquer motivo é razão de sobra; qualquer tempo é uma eternidade.

A pressão psicológica associada à ausência de esperança, contribui para que as dúvidas se transformem em angustiante verdade; as tristezas em desencanto; por fim, contribuem para que desestímulo seja sinônimo de abandono total.

Esse tipo de experiência é uma espécie de “calvário” interior, onde, o que mais dói não é tanto o peso da cruz, mas a certeza da crucificação. Ainda pior é olhar por perto e não contar com nenhum “Sirineu” – o caminho do Gólgota é sempre muito solitário. A desmotivação nos conduz ao sacrifício dos sonhos, e à prostração da alma.

Contudo, me parece que a vida é assim mesmo: uma luta constante contra forças contrárias a tudo que chamamos de felicidade. Se felicidade é saúde, lutamos contra as doenças; se é um estado de paz lutamos contra as adversidades; se é uma família unida, lutamos contra o desenlace; se é ter alguém ao nosso lado, lutamos contra a solidão; se for ter o mínimo de qualquer coisa, lutamos para não perder coisa alguma.

Entendendo que a vida nos convida a uma luta constante para superarmos as forças contrárias às nossas realizações; tanto afetivas como profissionais, tanto familiares quanto sociais, só nos resta uma saída: a não desistência. Precisamos lutar um pouco mais.

Todas as forças que se levantam contra nós, visíveis e invisíveis, terão que ser vencidas por outras bem mais fortes, e que já se encontram dentro de nós, como fruto da presença de Deus em nosso interior. “Se Deus é por nós, quem será contra nós”.

Por isso, precisaremos sempre de um pouco mais. Um pouco mais de fé, quando tudo parecer perdido. Um pouco mais de ânimo, quando o desânimo quiser nos dominar. Um pouco mais de esperança, quando a noite ficar muito escura. Um pouco mais de alegria, quando a tristeza bater à porta. Finalmente, um pouco mais de Deus, porque Deus nunca é demais. Ele jamais falha, principalmente quando ao nosso redor tudo parecer perdido e nos sentirmos solitários em nossa “Via Dolorosa”.

Deus não é apenas o “Sirineu” que divide conosco o peso da cruz; nem tão pouco é o “Arimatéia”que empresta o túmulo. Ele é o poder que nos faz ressuscitar. Deus é tudo o que imaginamos de bom e ainda, um pouco mais!...

Apesar de todos os obstáculos que tentam atropelar nossa caminhada rumo à vitória, o que precisamos fazer é lutar um pouco mais para atravessarmos a nossa “Via Dolorosa”!

(Texto extraído do portal http://www.pibjp.com.br, edição de 14/07/2008, escrito pelo Pr.Estevam Fernandes)
(Estevam Fernandes de Oliveira é Pastor da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, PB, psicológo clínico e terapeuta familiar, conferecista nas áreas de família e liderança, mestre e doutorando em ciências socias)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

“Os Impossíveis dos Homens são Possíveis para Deus”


Texto Base: Lucas 1: 26-38

A palavra que é maior inimiga da Fé é a impossibilidade. Diante do impossível, nossa tendência é a de parar e retroceder. Todos nós sofremos de impossibilidades em áreas da nossa vida que tentamos resolver com nossas próprias forças e nada conseguimos. Mas amado, o que é impossível para Deus? Nada. Para Deus não há impossíveis.

Ao longo da história do mundo, observamos diversos acontecimentos que outrora eram impossíveis e hoje se tornaram possíveis. Como por exemplo, a evolução do telefone; quem diria nos anos 50-60 que hoje seria possível a comunicação entre duas pessoas em países longíssimos em tempo real com perfeita qualidade de som e imagem? Quem diria nos anos 50-60 que hoje seria possível circular de um lugar a outro em um curto espaço de tempo? A impossibilidade existe para ser vencida, e ela é vencida pela fé que a transforma em realidade dentro de nossa história.

O nascimento de Jesus se deu em uma pequena cidadezinha, chamada Nazaré, na época desprezada por todos por não ser um grande centro urbano. Filipe mesmo quando perguntado se alguma coisa boa poderia vir de Nazaré disse: “Venha e Veja!” Deus apenas se importa com a nossa disponibilidade de ver e crer no milagre.

Um fato interessante que podemos extrair do texto lido é que é Deus quem dá início ao milagre. Note bem que não foi Maria quem ora para que o anjo aparecesse a ela, mas Deus o enviou. Deus hoje te diz assim como disse a Maria: “Você está nos Meus planos!” É Ele quem começa o processo de milagre em tua vida.

Quando o anjo então aparece a Maria, ele diz a ela: “Alegra-te, muito favorecida” e “O Senhor é contigo”. E aqui aprendemos a primeira lição para vencermos o impossível – Assim como Maria foi muito favorecida, você e eu também, encontramos o favor de Deus em nossas vidas. Deus nos amou tanto que nos Deus o Seu único filho para morrer em nosso lugar, Ele estendeu Sua mão e nos deu o Seu favor! Deus visita a cada um de nós em nossa “Nazaré” e nos diz: “Você é muito favorecido!”

O anjo também disse a Maria que o Senhor era com ela, e assim Ele é conosco também - nosso Deus não muda, Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente, pois Ele é o nosso pastor e nada nos faltará. Conforme o apóstolo Paulo nos diz em Romanos 8:31 – “Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” As coisas que Deus diz não foram feitas para tentarmos entender, apenas crer, porque para Deus não haverá impossíveis.

A segunda lição que aprendemos para vencer o impossível está no verso trinta – “Achaste graça” – Quando achamos graça diante de Deus, não há explicações para o que Ele fará em nossas vidas. Ele faz o impossível (aquela porta de emprego que você espera, aquele relacionamento ressurgir das cinzas, dentre outras coisas) tornar-se possível porque Ele simplesmente encontrou graça em ti.

Note bem no texto lido que por Deus ter encontrado graça em Maria, Ele faz da história dela um novo marco – o nascimento de Jesus – algo que simplesmente dividiu a história da humanidade em duas partes (antes e após aquela data). Meu amado, quando Deus entra em cena, Ele está disposta a fazer da tua história um novo marco, um divisor de águas, para que o nome dEle seja engrandecido.

Agora perceba no verso trinta e quatro quando Maria pergunta ao anjo: “Como será isso? Pois não tenho (...)” Muitas vezes nós também fazemos o mesmo que Maria, dizemos a Deus não tenho (dinheiro, forças para continuar, condições físicas para isto ou aquilo). Devemos ter cuidado com esta expressão (não tenho) – o anjo veio, anunciou a Maria o milagre e Maria ao responder “Não tenho” desmonta toda a base daquele que fora enviado do Senhor para comunicar a benção. Mas o anjo ainda explica a Maria: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus”. Quando o Espírito Santo apodera-se de nós, realizamos impossíveis! Como está escrito na Palavra em Zacarias 4: 6 – “Respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos”. É pelo Espírito Santo que poderemos revolucionar as situações caóticas que vivemos – sejam elas, o nosso casamento, família, emprego, relacionamentos.

No verso trinta e seis, o anjo compartilha com Maria um milagre – a gravidez de Isabel sua irmã – quando fazemos o mesmo alguém do nosso lado poderá estar com o coração aquecido para crer no que Deus pode fazer na vida dele. Se ele faria com Isabel poderia fazer com Maria também. Pode parecer impossível, mas Deus tudo pode, porque para Ele não há impossíveis em todas as Suas promessas!

E concluímos o texto das Escrituras com a resposta de Maria ao anjo, no verso trinta e oito – “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela”. Quer ser abençoado hoje também? Comece, assim como Maria, a apresentar-se a Deus como um servo e com o coração disposto à vontade de Deus, pois hoje Ele encontrou graça em ti também! Deus te abençoe!


(Montagem feita a partir do sermão pregado dia15/07/2008, terça-feira, pelo Pr. Flávio R Valvassoura na Igreja do Nazareno Central de Campinas, anotado por Lucas Tognolo)

(Fávio R. Valvassoura é pastor da Igreja do Nazareno Central de Campinas, formado pelo Seminário Teológico Nazareno e também pelo Beeson Institute do Asbury Theological Seminary, EUA, com especialização em Pregação Bíblica e Liderança Eclesiástica, é coordenador nacional e sul-americano de treinamento e capacitação de líderes. Membro da Junta Geral. Doutor em Ministério pelo Asbury Theological Seminary, Wilmore, KY,EUA. Desenvolveu ministério como pastor na Igreja do Nazareno Ebenézer – Campinas, SP e na Igreja do Nazareno Brasileira – Nova York, EUA. Atua na equipe pastoral da Igreja do Nazareno Central desde 2005.)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Filho Pródigo


Texto Base: Lucas 15: 11-24

A vida é cheia de encontros que podem ser divididos em dois grupos: por agendamento ou acidentalmente. Estes encontros podem gerar dois tipos de resultados: positivos ou negativos. E todos eles, são gravados em nossa memória. As decisões que tomamos nos marcarão para sempre, quer elas sejam boas ou não.

A Bíblia nos relata a história de um rapaz denominado apenas por Filho Pródigo, que certa vez, resolveu tomar uma decisão consigo mesmo – pegar a sua parte da herança e sair de casa – e ao fazer isto, diz o texto lido, que ele gastou tudo o que tinha da forma mais diferenciada possível.

Há algumas chaves na vida deste moço que nos levam a observar que ele não foi muito sábio em suas decisões. Este garoto, alguém como você e eu, capaz de tomar decisões todos os dias, gastou tudo e começou a passar necessidades, conforme vemos no verso quatorze – “E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades.”

Longe de tudo, em uma terra distante, este moço pára dentro de um “chiqueiro”. E então, no ponto mais baixo de sua vida, passa a refletir no que ele tinha antes – pensa na possibilidade de retorno à sua casa, mesmo que sendo em um estado mais simples frente ao seu pai.

Os melhores encontros não são aqueles que combinamos ou pré-agendamos, mas são aqueles que ocorrem sem esperarmos. Quando o jovem volta para a casa dele, ele não avisou previamente a seu pai, simplesmente volta; e quando volta, alguém estava o esperando em frente da porta, a beira da estrada - era o pai daquele moço que ao avistar o filho corre ao encontro daquele a quem amava, conforme lemos no verso vinte - “E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.”

Mesmo sendo aquele jovem o filho que o tinha abandonado, tomado decisões erradas, ele era o filho e o pai havia sido tomado de grande compaixão. Hoje, o mesmo acontece contigo e comigo também, ao decidirmos voltar aos braços do nosso Pai, Ele se move de compaixão e vem ao nosso encontro.

Será você um filho(a) pródigo(a)? Alguém que colocou o seu coração em outras coisas que não sejam as de Deus? Um coração pródigo é aquele que se desvia do que Deus determina para tua vida! Será você como o filho pródigo?

Não é fácil tomar decisões e é difícil ter uma vida disciplinada em Cristo todos os dias! Os convites no mundo afora são muitos – Precisa-se viver uma vida contínua de Oração!

Será que em alguma área da tua vida, meu amado, você passou pela sensação de estar fazendo as coisas “aparentemente certas”, mas no final se viu em um “chiqueiro”? Seja nos teus relacionamentos, nos teus estudos ou em qualquer outra área -Vale a pena continuar assim? Quando estamos nesta condição (de filho pródigo, vivendo em “chiqueiros”) somos levados a pensar em como era tudo antes, pois em nossas mentes temos registrado tudo o que passamos (antes e após “sairmos de casa”).

Mas que bom é saber que mesmo devido aos nossos pecados, nossas escolhas erradas, o tempo fora de casa, os argumentos criados por um ou por outro e pela defesa da impunidade (há pessoas que acham que tudo deve ser punido), Deus, nosso Pai, nos olha com compaixão em meio ao nosso estado de miséria e nada nos impede que Ele nos vista, assim como o pai fez com o filho pródigo ao encontrá-lo.

Ao encontrar novamente o filho, o pai lhe entrega uma capa, um anel e o calça com sandálias. A capa cobriria a sujeira do filho, o pecado, as marcas do passado. O anel no dedo representava a restauração do estado de pobreza em estado de riqueza, o pai estava restaurando o estado de autoridade no filho; tudo o que era dele era do filho também. As sandálias representavam um novo caminho que o filho iria trilhar a partir do re-encontro com o pai.

Do ponto de vista humanístico, legalístico ou mesmo racional; o filho não merecia nada do que recebeu pelo pai, mas ele era filho. Note bem no verso vinte e quatro – “Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se”. O pai todos os dias “abria o portão” esperando o retorno do filho e assim Deus faz com a tua vida também.

Do jeito em que você e eu nos encontramos, Deus nos ama e nada do que fizemos atrás impedirá que Ele venha nos dar um tratamento diferenciado ao voltarmos para Ele – Ele te espera diariamente, meu amado, e ao te ver; uma capa, um anel e sandálias serão colocados em você também.

Será que não é hora de se lembrar como era a tua vida antes? Como era tudo quando você vivia no primeiro amor? Aonde é que você errou, não importa. Deus hoje quer restaurar a autoridade dEle sobre tua vida. Ao invés de ficar nos “chiqueiros” da vida, Deus hoje te diz: “VOLTA!” Ele quer te restaurar ao estado de autoridade, te limpar de toda sujeira. Volta para Deus, amado! Deus te abençoe!

(Montagem feita a partir do sermão pregado dia 14/07/2008, segunda-feira, pelo Pr. Alex Fonseca, na Igreja do Nazareno Central de Campinas, anotado por Lucas Tognolo)

(Alex B Fonseca formou-se pelo Seminário Teológico Nazareno - 1994, estudou em Point Loma Nazarene University - 96-99, especializando-se nas seguintes áreas: Língua Inglesa, Ministério com Adolescentes e Jovens, e Mestrado em Ministérios; atuou na Igreja do Nazareno de San Jacinto - CA – USA, como pastor voluntário junto ao Ministério de Juniores e Louvor; e como missionário responsável no Louvor, Evangelismo, Jovens e Missões, na Igreja do Nazareno em Tehachapi - CA – USA, 1998-2001, faz parte da Equipe Pastoral da Igreja do Nazareno Central em Campinas desde 2001)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Como conviver com as suas fraquezas?


Texto Base: II Coríntios 12: 1-10

Por quatro vezes Paulo usa a expressão FRAQUEZA neste texto. Palavra não muito comum nas cartas escritas por ele; Paulo era um dos poucos que sabia cantar vitória como ninguém. Nas suas cartas, lemos diversas citações como: “Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso SENHOR Jesus Cristo”. Todos nós, assim como foi na vida de Paulo, precisamos nos examinar para descobrir onde estão nossas fraquezas. Todos nós somos expostos por Deus para passarmos por momentos de angústias, e muitas vezes, precisamos aprender a lidar com elas.

Paulo conta-nos que havia sido arrebatado até os céus, e no versículo cinco, após ver aquela coisa espetacular, junto com ela, Deus manda algumas fraquezas que ele teria que conviver. Estas fraquezas eram manifestas através de um “espinho na carne”. Note bem que Paulo não falava de uma batalha espiritual, pois ele já havia orado três vezes para que o “espinho” saísse, mas sim, de uma fraqueza física.

Nossas fraquezas não devem ser encaradas como pecado, mas como debilidades. Refiro-me aqui à fraquezas físicas ou mesmo emocionais, não a pecados como mentiras, adultério, prostituição, idolatria; pois estes, a Bíblia nos diz que quem tais coisas praticam não herdarão o Reino dos Céus. As fraquezas físicas vêm com o tempo. Aonde nossas fraquezas se alojam? As de Paulo eram no corpo (espinho na carne, um mensageiro de Satanás que o esbofeteava diariamente). Mas o que Paulo fez para se livrar delas? Paulo continuou lutando com seu espinho na carne.

Às vezes a vida nos presenteia com algumas fraquezas na área física; assim como Paulo, precisamos aprender a conviver com elas e continuar lutando na caminhada diária e descobriremos que são através delas que Deus nos fortalece. Além das fraquezas físicas, precisamos aprender também a lidar com nossas fraquezas emocionais e espirituais.

Nosso corpo não é apenas espírito ou matéria, mas também, emoções. Muitos de nós somos fracos com nossas emoções; seja ao lidarmos com visitas a hospitais, velórios, situações que trazem desconforto a alma. Todas as coisas vão passar e temos que aprender a nos fortalecer em uma única coisa para ficarmos em pé: nossa fé em Cristo.

Entretanto Paulo nos relata no verso nove: “Então, Ele me disse”. Meus amados, Deus responde nossas orações, nem sempre como queremos, mas Ele responde. O próprio Deus nos diz por meio do profeta Jeremias em Jeremias 33:3 - "Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes." No caso do “espinho” de Paulo, Ele respondeu: “A Minha Graça te basta”; e hoje, Ele nos diz o mesmo também em quaisquer circunstâncias que estejamos passando. Conviver com nossas fraquezas também é fruto da graça divina pois o poder do alto se aperfeiçoa na nossa fraqueza, e para isto, precisamos estar ligados na fonte da graça que é o Senhor Jesus.

“A graça se ajusta na fraqueza e o Poder a transforma em força.”

Paulo então começaria a se gloriar nas suas fraquezas, para que o poder de Deus repousasse nele. Assim devemos também fazer hoje, meu amado. Sejam nossas fraquezas: angústia, perseguições, doenças, crises diversas – devemos sempre nos lembrar de que é Deus quem nos fortalece e somos mais do que vencedores por meio dAquele que nos amou primeiro.

Que hoje possamos aprender a lidar com as nossas fraquezas, nos alegrarmos nelas para que o poder divino repoussé sobre nós também! Deus te abençoe!

(Montagem feita a partir do sermão pregado dia 13/07/2008, domingo pela manhã, pelo Pr. Aguiar Valvassoura, na Igreja do Nazareno Central de Campinas, anotado por Lucas Tognolo)

(L. Aguiar Valvassoura, Pastor da Igreja do Nazareno Central de Campinas, SP, é preletor e conferencista em vários congressos e seminários nacionais e internacionais, bacharel em teologia pela Faculdade Teológica Nazarena de Campinas – Brasil, doutor Honoris Causa pela Universidade Nazarena de Point Loma – EUA, é criador do Colégio Jaime Kratz e da Associação Nazarena Assistencial que atende hoje cerca de 310 crianças e é fundador do Ministério Mãos Estendidas)

domingo, 13 de julho de 2008

Oração pela Pureza dos Lábios


O poder que as palavras possuem é muito maior do que nós imaginamos. Elas fazem muita diferença em nossa qualidade de vida. Tanto curam, como adoecem. Levantam e derrubam vidas. Elas são, de alguma forma, o retrato de nossa alma. As palavras não somente falam por nós; elas dizem quem somos nós.

Cuidar do que a boca fala é, também, preservar a vida. Por isso, tinha razão o salmista Davi quando orou, suplicando a Deus freios às suas palavras: “Põe Senhor sentinela à minha boca, e vigia a porta dos meus lábios” (Sal 141:03).

Muitas pessoas sofrem de incontinência verbal. Dizem o que pensam (e o que querem), deixando transcorrer pelos lábios sua sujeira interior. Jesus Cristo ensinou: “a boca fala do que está cheio o coração”. Por isso mesmo, quando falamos, revelamos quem somos.

- “A boca é minha”! É assim que muitos tentam justificar seu despudor de linguagem.

Imaginemos, cada um de nós,. logo de manhã, fazendo aos céus uma oração em favor de nossos lábios, um clamor pelas nossas palavras. Quem sabe, pudéssemos orar assim:

- Senhor, quero que minha boca seja muda, quando for preciso silenciar. Nem tampouco quero que ela silencie, quando for preciso falar; Não me permitas falar por falar. Levianamente. Injustamente. Intempestivamente. Não me deixes falar sem medir as conseqüências;

Meu Senhor, dá-me boca que cante, que abençoe, que ensine, que ore, que ajude, que console. Quero falar palavras que transmitam mensagens de paz, de esperança e amor;

Não quero que da minha boca saiam labaredas, daquelas que saem destruindo e queimando as searas alheias. Contudo, Senhor, quero que ela seja como uma chama saudável, que aqueça vidas carentes de calor, e ilumine aqueles que precisam de luz; Senhor meu, livra meus lábios de tornarem-se fontes de veneno. Não quero ter língua mortal. Que viva de maledicência e de destruir os sonhos dos outros. Não quero meu Senhor, ter língua ferina; Deus meu, não permitas que minha boca seja como sepulcro aberto, exalando o perfume da morte.

Quero boca limpa. Que não se assemelhe a um cano de esgoto, por onde passa obscenidades, pornografias, mentiras, falsidades, ou qualquer outra imundície. Quero boca asseada, que exale o frescor da tua Palavra. Quero Senhor, a tua Palavra em mim;

Senhor, não deixes que minhas palavras sejam como uma espada afiada, pronta para cortar. Ao contrário, que elas sejam como bálsamo, que alivia muitas dores; como azeite que sara feridas, ou como o mel, para adoçar corações amargos. Dá-me palavras que curem, e que jamais venham ferir o coração de alguém. Amém”

Com as palavras oramos tanto; muitas vezes, são nossas palavras que precisam de oração!


(Texto extraído do portal http://www.pibjp.com.br, edição de 18/03/2008, escrito pelo Pr.Estevam Fernandes)
(Estevam Fernandes de Oliveira é Pastor da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, PB, psicológo clínico e terapeuta familiar, conferecista nas áreas de família e liderança, mestre e doutorando em ciências socias)

sábado, 12 de julho de 2008

Vale de Ossos Secos


Texto Base: Ezequiel 37:1 -14

O relato que lemos no livro de Ezequiel está baseado em um momento histórico do povo de Israel – o povo passava por 17 anos de cativeiro por ter se multiplicado a iniqüidade no meio deles. E, conforme Jeremias 29:11 – “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais” – o profeta Ezequiel olha para o povo de Deus e vê o futuro que Deus tinha reservado para Israel.

Mas por que ossos secos no vale?

O profeta está tendo uma visão. Note bem que Deus não o enviou a um cemitério, mas sim, a um Campo de Batalha – mostrava ao profeta o resultado da derrota do exército israelense – algo tinha acontecido ali, Deus mostrava ao profeta que aquela condição (ossos secos) refletia algum problema que estava escondido. De acordo com Deuteronômios 28: 25,26 – “O SENHOR te fará cair diante dos teus inimigos; por um caminho sairás contra eles, e por sete caminhos fugirás de diante deles, e serás espalhado por todos os reinos da terra. E o teu cadáver servirá de comida a todas as aves dos céus, e aos animais da terra; e ninguém os espantará” – o povo havia abandonado a lei do Senhor.

No versículo dois, Deus faz o profeta andar pelo vale dos ossos secos - lugar onde a esperança fora embora, onde sonhos e projetos de vida foram abandonados e esquecidos – para que este diagnosticasse por si mesmo a condição daqueles ossos – sequíssimos.

E o profeta vira-se a Deus e pergunta: “Poderão reviver estes ossos?” E, segundo o ponto de vista humano, ele mesmo declara ao Senhor: “Nada poderá mudar este quadro, Senhor, só Deus!

Os ossos secos vistos pelo profeta podem ser traduzidos para o teu cotidiano como sendo: o teu casamento em perigo, uma doença incurável que tu possas estar presenciando, um quadro tido como impossível ou qualquer outra situação que somente Deus possa mudar! Assim como lemos em Romanos 4: 17 – “(Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem” - Deus pode mudar toda e qualquer situação para que Seu nome seja glorificado!

Uma curiosidade interessante na vida de Ezequiel é que lemos no capítulo 20, o Senhor o mandando profetizar às florestas; depois no capítulo 36, aos montes; e por fim, no capítulo 37, aos ossos secos – situações mortas, secas ou sequíssimas da vida.

Aprendemos quatro lições para a nossa vida através deste texto da Bíblia:

1ª. Lição: (verso 26): No verso um, o povo vivia sem esperança em meio dos ossos secos e no verso três, constataram que Só Deus os poderia livrar daquele estado de podridão!

Em meio às situações de ossos secos, meu amado, só Deus pode te dar esperança e vida!

2ª.Lição: A condição pode ser caótica mas não é imutável (irreversível);

Conforme Sofonias 3:20 – “Naquele tempo vos farei voltar, naquele tempo vos recolherei; certamente farei de vós um nome e um louvor entre todos os povos da terra, quando fizer voltar os vossos cativos diante dos vossos olhos, diz o SENHOR” – Não há nada que é impossível para Deus.

Nos versos cinco e seis, lemos o que irá fazer em favor do povo de Israel: “Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis. E porei nervos sobre vós e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis, e sabereis que eu sou o SENHOR” - trazendo para o teu cotidiano pode-se traduzir como: pele nova para o teu casamento, tendões novos sobre teus sonhos e carne nova em áreas que já estão apodrecidas em tua vida! Deus pode mudar e transformar tudo em tua vida, amado, para que o nome dEle seja glorificado! Na Bíblia vemos relatos de pessoas que passaram por “ossos secos” como Daniel, que passou pela cova, mas não ficou lá; José, que passou pela prisão, mas não ficou lá e tantos outros heróis na fé. Com a tua vida não será diferente, tu podes passar pelo vale de “ossos secos”, mas tu não ficarás lá porque o Senhor pode mudar tua situação. Toda luta é passageira!

3ª. Lição: (verso 4): A Palavra de Deus é Poderosa;

Lendo a Palavra de Deus encontramos diversas citações de que Ela é mesmo Poderosa, é capaz de discernir nossos pensamentos e intenções do coração. Hebreus 4:12 -“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração – vemos também que Ela permanece para sempre, é eterna, o mesmo que foi escrito para o povo no passado também vale para nós hoje, porque a Palavra permanece para sempre, em I Pedro 1:23 – “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre” – vemos também que as palavras contidas na Bíblia são espírito e vida, é somente através da leitura da Palavra que encontramos vida! em João 6:23 – “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida”. Passam os céus, passam a terra, mas não passa a Palavra a Deus!

4ª. Lição: (verso 9): Devemos ser voz profética, não se calar diante de nossas adversidades

Vemos no texto lido que Deus fala ao profeta para profetizar, e conforme isto acontecia, situações eram transformadas: ossos secos transformaram-se em carne humana; a carne humana ganhou vida. Quando profetizamos também, O Vento do Espírito sopra – impacta às circunstâncias a nossa volta. Deus hoje nos diz para profetizarmos às circunstâncias caóticas que enfrentamos, pois Ele quer nos trazer vida! Deus tudo pode!


(Montagem feita através do sermão pregado dia 08/07/2008, terça-feira, na Igreja do Nazareno Central de Campinas, pelo Pr. Jocymar Fonseca, anotado por Lucas Tognolo)

(Jocymar B. Fonseca é formado pelo Seminário Nazareno em 1994 e faz parte da Equipe Pastoral da Igreja do Nazareno Central em Campinas desde 1995 na qual atua como pastor responsável pelo ministério de louvor e adoração e é líder do ministério Celebrai.)