domingo, 13 de julho de 2008

Oração pela Pureza dos Lábios


O poder que as palavras possuem é muito maior do que nós imaginamos. Elas fazem muita diferença em nossa qualidade de vida. Tanto curam, como adoecem. Levantam e derrubam vidas. Elas são, de alguma forma, o retrato de nossa alma. As palavras não somente falam por nós; elas dizem quem somos nós.

Cuidar do que a boca fala é, também, preservar a vida. Por isso, tinha razão o salmista Davi quando orou, suplicando a Deus freios às suas palavras: “Põe Senhor sentinela à minha boca, e vigia a porta dos meus lábios” (Sal 141:03).

Muitas pessoas sofrem de incontinência verbal. Dizem o que pensam (e o que querem), deixando transcorrer pelos lábios sua sujeira interior. Jesus Cristo ensinou: “a boca fala do que está cheio o coração”. Por isso mesmo, quando falamos, revelamos quem somos.

- “A boca é minha”! É assim que muitos tentam justificar seu despudor de linguagem.

Imaginemos, cada um de nós,. logo de manhã, fazendo aos céus uma oração em favor de nossos lábios, um clamor pelas nossas palavras. Quem sabe, pudéssemos orar assim:

- Senhor, quero que minha boca seja muda, quando for preciso silenciar. Nem tampouco quero que ela silencie, quando for preciso falar; Não me permitas falar por falar. Levianamente. Injustamente. Intempestivamente. Não me deixes falar sem medir as conseqüências;

Meu Senhor, dá-me boca que cante, que abençoe, que ensine, que ore, que ajude, que console. Quero falar palavras que transmitam mensagens de paz, de esperança e amor;

Não quero que da minha boca saiam labaredas, daquelas que saem destruindo e queimando as searas alheias. Contudo, Senhor, quero que ela seja como uma chama saudável, que aqueça vidas carentes de calor, e ilumine aqueles que precisam de luz; Senhor meu, livra meus lábios de tornarem-se fontes de veneno. Não quero ter língua mortal. Que viva de maledicência e de destruir os sonhos dos outros. Não quero meu Senhor, ter língua ferina; Deus meu, não permitas que minha boca seja como sepulcro aberto, exalando o perfume da morte.

Quero boca limpa. Que não se assemelhe a um cano de esgoto, por onde passa obscenidades, pornografias, mentiras, falsidades, ou qualquer outra imundície. Quero boca asseada, que exale o frescor da tua Palavra. Quero Senhor, a tua Palavra em mim;

Senhor, não deixes que minhas palavras sejam como uma espada afiada, pronta para cortar. Ao contrário, que elas sejam como bálsamo, que alivia muitas dores; como azeite que sara feridas, ou como o mel, para adoçar corações amargos. Dá-me palavras que curem, e que jamais venham ferir o coração de alguém. Amém”

Com as palavras oramos tanto; muitas vezes, são nossas palavras que precisam de oração!


(Texto extraído do portal http://www.pibjp.com.br, edição de 18/03/2008, escrito pelo Pr.Estevam Fernandes)
(Estevam Fernandes de Oliveira é Pastor da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, PB, psicológo clínico e terapeuta familiar, conferecista nas áreas de família e liderança, mestre e doutorando em ciências socias)