terça-feira, 22 de julho de 2008

Quem nos separará do amor de Cristo?


Na carta do Apóstolo Paulo aos Romanos (aos cristãos que estavam em Roma), em seu capítulo 8, versos 31 a 39, encontramos um dos textos mais líricos produzidos por esse amado servo de Jesus Cristo. Isto é, algo escrito como consagração dos arrebatamentos pessoais, entusiasmo e vitalidade consigo mesmo.
O lirismo é um gênero poético consagrado às maiores expressões de emoção e convicções.
Apreciemos, pois, o texto mencionado, a fim de que possamos conhecer a convicção do Apóstolo.

"Que diremos, pois a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Aquele quem nem mesmo a Seu Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com Ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem nos justifica; quem os condenará? Cristo Jesus é quem morreu, ou antes quem ressurgiu dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós; quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou nudez, ou o perigo, ou espada?
Como está escrito: Por amor de Ti somos entregues à morte o dia todo; fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Mais em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a visa, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor."

Que evidências podem conduzir o ser humano a convicção de Paulo? – Deus defende, segundo esse texto bíblico, os que são seus e os livra. Seus são todos aqueles que entregam a vida aos cuidados dEle e O buscam em todas as situações.
Esses são os escolhidos. Os que nada fazem, nenhuma decisão tomam sem antes consulta-lo.
Submissão total, por vontade própria. Sim, submissão voluntária, porque todos somos livres para crer ou não crer em Sua Palavra. Confiar ou não confiar em Suas promessas. Obedecer ou não obedecer Seus preceitos.
Como judeu, Paulo faz alusão aos tempos em que conhecia bem o Antigo Testamento, o que fica evidente na expressão "Deus não poupou Seu próprio Filho" .
As palavras que o Apóstolo usa, com referência a Deus, são as mesmas que Deus usou com respeito a Abraão, quando este demonstrou sua disposição de oferecer a Jeová, em sacrifício, seu próprio filho – Isaque, como prova de seu amor, obediência e total lealdade a Deus (Gênesis 22.16-18).
Isto é para pensarmos: Nenhuma lealdade pode ser comparada à Deus! Ele defende os que são seus e os livra, por causa de seu imensurável amor.
Mesmo imperfeitos, falhos, Ele não deixa de guardar aqueles que contam com Sua proteção, e a ela recorrem; e ninguém pode prevalecer sobre eles. O Senhor os faz vencedores.
Outra evidência que poderá levar qualquer pessoa a convicção de Paulo: - O Senhor é nosso advogado por excelência. Os parentes e amigos podem até nos ajudar e apoiar-nos, em situações difíceis, mas ninguém tomará o fardo que é meu, que é seu, caro leitor, para o carregar. Ele é só nosso e temos que leva- lo ate é o fim da jornada. Cristo, porém, não apenas nos apóia ou ajuda, mas toma nossa carga e a leva aliviando-nos do peso. Intercede para que você e eu fiquemos livres da condenação de carregar a cruz e, ainda a carrega em nosso lugar.
Se essas evidências nos podem conduzir à convicção do Apóstolo Paulo, então, o que nos pode separar desse tão grande amor que Deus tem por nós? – Nada, absolutamente nada, poderá separar do amor de Deus alguém que O busca de todo coração!


(Texto extraído do portal http://www.libernet.org.br, edição de 28/01/2008, escrito pelo Pr.Eli Fernandes de Oliveira).

(Eli Fernandes de Oliveira, Pastor da Igreja Batista da Liberdade,SP, é Bacharel em Teologia pelo STBNB; Psicanalista Clínico pela SPOB; Mestre em Teologia e Mestre em Ministério pela Faculdade Teológica da Fé Reformada, São Paulo, e Doutor em Teologia Th.D (cum claude) pela Universidade Cohen, Los Angeles, CA.. É escritor de jornais seculares e evangélicos, de revistas para EBD-JUERP, e de artigos para periódicos especializados em Teologia).