terça-feira, 29 de julho de 2008

Uma Revolução através de mim



“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.”

João 13:35

Jesus, certa vez, perguntou a um jovem muito rico, que tinha a sua BMW da época, o último lançamento da Nike e a roupa da moda lançada pela Tommy, se ele sabia quais eram os mandamentos, e ele prontamente disse e até os mencionou e... sabemos o final da história.

É tempo de percebermos que vivemos em uma profunda contradição que toca o fundamento sobre o qual o cristianismo está construído: o chamado e o mandamento do amor. Paulo afirmou que o amor é um caminho sobremodo excelente e que sem ele tudo perde o sentido e o que podemos observar no mundo contemporâneo é que verdadeiramente tudo se tornou banal, perdeu o seu real valor. A nossa vida não está distante dessa realidade. O nosso amor por Deus é algo que não passa do que diz a nossa boca, que muitas vezes nem passa pelo nosso coração e a nossa reação interior diante de afirmativas como essas são as mais inconformadas. Vamos ser sinceros?

O chamado para o ministério é uma das experiências mais marcantes que uma pessoa pode ter. E isso falo porque vivo. Mas, diante da sociedade que temos no nosso tempo posso dizer, com segurança, que Deus se interessa em levantar uma geração comprometida com Ele, que o ame sobre todas as coisas, de todo o seu espírito e com todas as suas forças e que esse amor seja suficiente para olhar para o seu próximo e desejar que ele, também, O conheça. Este próximo está no mesmo ambiente de trabalho, na mesma sala da faculdade, da escola, do cursinho ou seja qual for o curso. Este próximo está até na mesma igreja, na casa do lado, na mesma calçada, do outro lado do telefone ou da tela do computador. Este próximo está dentro da mesma casa em que vivemos. O Senhor continuará levantando os Seus para continuar colocando a mão no arado, mas Ele deseja que as pessoas que estão sob a nossa influencia sejam impactadas pela presença Dele em nós, nas nossas palavras e nas nossas atitudes, como aquele perfume que compramos na tentativa de encantar alguém. Ele é esse perfume! A essência do amor.

Se temos dado lugar as diferenças, as feridas que nos marcaram pela longa caminhada ou aos conflitos que surgem e nos fazem sempre voltar atrás, precisamos ter coragem de reconhecer que temos olhado só para nós e para o nosso conforto. Arrependimento é a desconstrução dessa maneira irreal de viver e o compromisso de buscar o amor, o afeto e o vínculo, restaurando de forma saudável a relação entre o meu irmão e eu, e isso nos levantará para envolver a outros com esse mesmo amor. Amar revoluciona.

Como nós, o jovem citado no primeiro parágrafo sabia disso também. Mas, o que não cabia no seu coração era a realidade desse amor. Deixar as riquezas pode significar para nós hoje a nossa posição e a nossa autosuficiência para vivermos uma vida de constante cura e restauração, e assim revolucionarmos a tantos outros através da nossa vida, plena de amor.

Uma oração: Pai, eu te amo e quero ser sincero quando falo isso. Ensina-me a amar ao meu irmão, sob as nossas diferenças e a envolver a tantos outros com esse mesmo amor. No nome de Cristo Jesus, O Amor Maior, amém!


(Texto extraído do devocional do Acampamento Revolução, 25-27 de Julho de 2008, Serra Negra/SP, Ministério Conexão – JNI da Igreja do Nazareno Central de Campinas, escrito pelo Pr. Bruno Brito)

(Bruno Brito é pastor auxiliar da Igreja do Nazareno em Curitiba/PR e formado pelo Seminário Teológico Nazareno de Campinas/SP)