domingo, 25 de maio de 2008

Somo Humanos!!


Algumas pessoas são muito rigorosas consigo mesmas, e com aqueles que vivem
ao seu redor. Cobram-se, além do necessário;
exigem dos outros uma perfeição impossível. Vivem no curto espaço entre a culpa e a tolerância.

A melhor maneira de entendermos as pessoas à nossa volta, e também as circunstâncias que nos rodeiam, é procurarmos aceitar a nossa própria humanidade.
Somos humanos, portanto, limitados. E, não somente limitados, frágeis também. Vulneráveis.

Muitas vezes, persistentes e inseguros ao mesmo tempo. Nossas contradições e lutas internas são o reflexo de nossa humanidade.

Quantas vezes queremos perdão e não sabemos perdoar. Precisamos de amigos, e nos trancamos em nós mesmos. De braços fechados, sonhamos com um grande abraço. Nos fechamos em nosso mundo e esperamos que as janelas se abram para nós. Isolamo-nos e queremos que os outros nos abram espaços. E o pior, com o coração endurecido, reclamamos amor e atenção. Tudo porque somos humanos.

Nossa fé vai sendo construída entre a confiança e a dúvida cruel. Nossos passos vão se firmando entre saudáveis caminhadas e doloridas quedas. A dor e a alegria, o medo e a esperança, os sonhos e os pesadelos, a segurança e a hesitação, são partes integrantes de nossas experiências de vida; do nosso cotidiano.

Em algumas situações, olhamo-nos no espelho e dizemos para nós mesmos: Vou vencer, vou conseguir! E, no outro dia, temos medo de ir à luta; ficamos prostrados e fugimos outra vez. Tudo isso, porque somos humanos.

Nossa humanidade é a consciência de nossos limites e, ao mesmo tempo, desafio de superação. É esperança que se refaz a cada dia; é também, a frustração por cada dia que não volta. É saúde e enfermidade, num mesmo corpo; Paz e ansiedade, num mesmo espírito.

É exatamente assim, como somos, que precisamos continuar na estrada da vida, superando obstáculos, perseguindo ideais, alimentando sonhos, redesenhando a vida, caminhando sempre, e sempre mais, entre os sonhos e as frustrações.

Como não nos bastamos a nós mesmos, precisamos de uma força que não é humana, mas que está ao nosso dispor. É a graça de Deus! Esta força, quando derramada sobre nós, revela-nos uma verdade: é como humanos que vamos vencer. É por causa da nossa humanidade que Deus nos ajuda e interage conosco.

Se nossa humanidade é o nosso limite, certamente não é o nosso fim. É exatamente porque somos humanos, que Deus nos ama tanto. Esta nossa condição é, pois, nossa maior riqueza. Quanto mais humanos, tanto mais perto de Deus. “O poder de Deus se aperfeiçoa na nossa fraqueza” – é o que nos diz as Sagradas Escrituras. O limite do homem é a oportunidade de Deus. Ele nos entende e nos alcança na nossa finitude.

(Estevam Fernandes de Oliveira, Pastor da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, PB, é Psicólogo Clínico e Terapeuta Familiar, conferencista nas áreas de Família e Liderança; mestre e doutorando em Ciências Sociais. Texto extraído do portal http://www.pibjp.com.br, edição de 04/03/2008 e divulgado entre amigos com autorização do autor).

sábado, 24 de maio de 2008

Deus TODO - PODEROSO


Gênesis 17:1

No texto lido, Deus apresenta-se a Abraão, tendo este a idade de 99 anos, como o TODO-PODEROSO. Naquela ocasião, Abraão vivia uma situação caseira desconfortável devido a Agar ter saído de casa com seu filho Ismael. Deus, então, se apresenta como sendo o Todo-Poderoso. Ele é o Deus da paz, que se apresenta como Aquele que é capaz de resolver todas as coisas e fazer o impossível acontecer.

Em meio a situações adversas e difíceis, Deus vem se apresentando de acordo com a necessidade de cada um (Ele é o TODO-PODEROSO). Não aparece diálogo entre Deus e Abraão, Ele apenas aparece e fala. Deus não busca explicações pelas nossas atitudes tolas e insensatas, Ele apenas nos fala: “Eu sou o TODO-PODEROSO.”

Logo após se apresentar a Abraão, Deus apresenta duas condições a este:

1) “ANDA na minha presença”

Deus quer dizer com isto para Abraão ter prazer de andar em comunhão com Ele, e assim, Ele requer de nós também. O pecado faz com que nos escondamos da presença de Deus. Assim como Adão e Eva pecaram e se esconderam ao ouvir a voz de Deus, nós também fazemos o mesmo. Deus quer que nós estejamos sempre na presença dEle através da leitura da Palavra e termos prazer em estar comunhão com Ele, não permitindo que o pecado faça com que nos escondamos dEle jamais.

2)”SÊ perfeito”

O nível de perfeição é atingido na pessoa de Jesus Cristo. O caráter perfeito que é realizado através do Batismo com o Espírito Santo.

Deus continua sendo o mesmo TODO-PODEROSO que se materializa em forma de paz, consolo e cura hoje em dia, mas Ele pede que andemos na presença dEle, o que significa ter um compromisso com Jesus Cristo, controlado pelo Espírito Santo.

No verso 3, Deus promete a Abraão uma grande nação. Ele nos promete “pais espirituais”de muitas nações também, se andarmos na presença dEle e sermos perfeitos. A benção (aliança) de Deus em nossas vidas quer produzir algo frutífero. Somos chamados para multiplicar (verso 6) e precisamos dar frutos através do novo e Vivo caminho que é Jesus Cristo.

(Esboço do sermão pregado no dia 10/02/2008, domingo noite, ministrado pelo Pr. Flávio Valvassoura na Igreja do Nazareno Central de Campinas, anotado por Lucas Tognolo.)

(Fávio R. Valvassoura é pastor da Igreja do Nazareno Central de Campinas, formado pelo Seminário Teológico Nazareno e também pelo Beeson Institute do Asbury Theological Seminary, EUA, com especialização em Pregação Bíblica e Liderança Eclesiástica, é coordenador nacional e sul-americano de treinamento e capacitação de líderes. Membro da Junta Geral. Doutor em Ministério pelo Asbury Theological Seminary, Wilmore, KY,EUA. Desenvolveu ministério como pastor na Igreja do Nazareno Ebenézer – Campinas, SP e na Igreja do Nazareno Brasileira – Nova York, EUA. Atua na equipe pastoral da Igreja do Nazareno Central desde 2005.)

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Solidão


Uma das características do homem moderno é a solidão.

Um especialista afirmou que a solidão é um dos estados da mente mais angustiosos que um indivíduo pode experimentar.

Por isso, ela desempenha um papel prevalecente nos suicídios e, comprovadamente, em grande parte dos homicídios.

É isto que assegura John Altrocchi, perito em psicologia anormal, após descobrir que muitas pessoas, que mataram figuras proeminentes, se sentiam solitárias.

A própria palavra “solidão”, quem sabe, mais que qualquer outra, tem um som triste, se não mesmo lúgubre. ROLLO May, no livro “O homem a procura de si mesmo”, refere-se àquelas pessoas para quem é importante serem convidadas para essa festa ou aquele jantar, não porque se divirtam. Ser convidado é importante como prova de não estar sozinho. André Gide observa, no homem do final do século XX, o medo da solidão, pelo fato de que a sensação de vazio e a solidão andam comprovadamente juntas.

Nesta panorâmica, psicólogos contemporâneos, como Erich Fromm e Erick Erickson, consideram a solidão e a alienação mental, como problemas psicológicos de maior vulto de nosso tempo.
É bom sabermos que a solidão é diferente, não é só estar sozinho, como de isolamento. Alguém pode estar sozinho e não se sentir solitário ou, pelo contrário, estar em meio a uma multidão e sentir-se só. Na solidão, temos o medo de amar. Aliás, título do livro de Ira J. Tanner, “Solidão, o Medo do Amor”, onde o autor faz referência a uma mulher que, após várias experiências de frustração afetiva conclui:”Não vale a pena amar. Não posso correr o risco de ser magoada e sofrer”. O medo angustiante de amar vê-se sempre associado a uma necessidade intensa de amor.

A maioria das pessoas ou sente falta de uma sensação de “fazer parte” ou sente falta de emoção de “ser entendida”. Por isso, a solidão está arraigada à questão dos relacionamentos interpessoais.
É uma experiência emocional, social, mas também espiritual. A alheação de Deus é um tema central da Bíblia, que faz da solidão um dos problemas mais sérios. A opção do homem moderno pela conversão da mente ao humanismo, ao secularismo, é uma oposição à fé em Deus, fê-lo separar-se do Criador.

A insolência humana de bastar-se a si mesmo originou a sensação de solidão espiritual.
A comunhão com Deus há muito foi interrompida. Daí a solidão, como fracasso do amor, haver gerado a crise que separa não só o homem do homem, mas o homem de Deus.



A solução para esse problema, dos mais angustiosos, está em Cristo, que enviado pelo Pai ao mundo, viveu nossos dramas, sentiu na pele nossas limitações e promoveu o ministério da reconciliação com Deus.

O Filho de Deus pode preencher, assim, o vazio proposital, pelo homem mesmo criado, que por sua arrogância contra si próprio sobreveio.

A solidão persiste quando descuramos a companhia do salvador, que “Veio buscar e salvar o que se havia perdido”, e na linguagem do Apocalipse “Está a porta e bate, se alguém abre, o Senhor entrará e ceará com ele”. Veio para estar conosco todos os dias.

Quiçá a solidão humana possa ser mitigada pela resposta na assimilação do indivíduo em Cristo.


(EliFernandes de Oliveira, Pastor da Igreja Batista da Liberdade,SP, é Bacharel em Teologia pelo STBNB; Psicanalista Clínico pela SPOB; Mestre em Teologia e Mestre em Ministério pela Faculdade Teológica da Fé Reformada, São Paulo, e Doutor em Teologia Th.D (cum claude) pela Universidade Cohen, Los Angeles, CA.. É escritor de jornais seculares e evangélicos, de revistas para EBD-JUERP, e de artigos para periódicos especializados em Teologia Texto extraído do portal http://www.libernet.org.br, edição de 16/03/2005).

Sofrimento e Vida


A história humana tem sido como que uma só página de indivisíveis sofrimentos e de agonias inenarráveis. Para E. Bersier, o sofrimento é o mais universal, o mais individual, o mais antigo e o mais atual de todos os problemas. A origem do nosso abandono e do nosso cansaço, da nossa fragilidade e de nossa miséria e da morte, reside no momento de incrível fraqueza dos nossos primeiros pais ante o divino, promulgado pelo Criador.

O sofrimento, herança terrível e angustiosa, é, portanto um patrimônio dos séculos passados e o será também deste e dos futuros, até os últimos dias. Zenão, filósofo grego do 3º século a.C., foi o fundador do estoicismo, que pregava a impassibilidade ante o sofrimento. Epícuro, outro filósofo grego do século 4º a.C. mandava seus discípulos esquecerem a dor pelas lembranças dos prazeres passados. E se a dor for mais forte? Pergunta um seguidor. Nesse caso, seria melhor o suicídio. Solução prática, sumária. Já outras escolas e sistemas confessam, com eloqüência o significativo silêncio, sua importância diante do sofrimento humano.

Rubens Lopes, no livro “Ao-Por-Do-Sol”, afirma que o sofrimento fará o homem desequilibrar-se como se lhe fugisse o chão, a não ser que essa força se oponha a outra: a fé. Se o sofrimento puxa para baixo, a fé arrebata para cima, concluiu.

Vinet complementa, dizendo que o infortúnio obscurece o mundo visível; mas abre em nós aquela visão interior com a qual se vê o invisível. Outra vez somos conduzidos ao regaço de Jesus Cristo, que diz: “Vinde a mim todos vós cansados e oprimidos e eu vos aliviarei. Não se turbe o vosso coração: credes em Deus, crede também em mim”.

A experiência humana tem se convertido em vale de lágrimas. Contudo, foi o Varão de dores quem nos visitou para trazer-nos vida e esperança. Uma dor única, incomparável, inexprimível, onde todos, de todas as gerações, podem, saciar a sede e cuja água renova e fertiliza o solo mais árido. Os homens têm sofrido horrores; casamentos infelizes, desajustes familiares, desilusões, aspirações insatisfeitas, doença sem cura, saudades insuportáveis. Verdadeiros estrepes cravados na alma. Porém o aspecto da dor transforma-se sob a cruz, com sua ignomínia e seu horror (cruz que significa escândalo e loucura) em esperança e vitória para os que crêem naquele sofrimento que ultrapassou toda a medida, não havendo outro que se lhe compare.

O sofrimento traz, ao espírito conturbado, a sábia reflexão que, nada há que o dissipe, a não ser Jesus Cristo, o qual, feito homem de carne e osso, sofreu e morreu para que nós, os homens tivéssemos vida.


(EliFernandes de Oliveira, Pastor da Igreja Batista da Liberdade,SP, é Bacharel em Teologia pelo STBNB; Psicanalista Clínico pela SPOB; Mestre em Teologia e Mestre em Ministério pela Faculdade Teológica da Fé Reformada, São Paulo, e Doutor em Teologia Th.D (cum claude) pela Universidade Cohen, Los Angeles, CA.. É escritor de jornais seculares e evangélicos, de revistas para EBD-JUERP, e de artigos para periódicos especializados em Teologia Texto extraído do portal http://www.libernet.org.br, edição de 16/03/2005).

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Marcos 1:1: “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”


Texto Base: Marcos 8: 27 – 37

O livro de Marcos foi o primeiro dos evangelhos a ser escrito, trata-se de um livro dinâmico, onde o autor utiliza-se de diversas expressões tais como: Em seguida, Logo então, entre outras.

No texto em questão, Jesus interroga seus discípulos com a seguinte pergunta: “Quem dizem os homens que eu sou?”. Jesus não era entendido pelos homens de sua época, muitos o acusavam de expulsar demônios em nome do demônio, outros o repreendiam porque Ele andava com pecadores e sentava-se na mesa de pecadores. No contexto de Marcos 8, Jesus estava na cidade de Cesaréia de Filipe, cidade esta que recebera o nome em homenagem a César, imperador do Império Romano e Filipe, governador de Roma; personalidades de grande importância, mas Jesus, então, queria saber de seus discípulos o que os homens pensavam que Ele era e seus discípulos, responderam: “Uns dizem: João, o Batista; a outros, Elias; e ainda outros: Algum dos profetas.” Então, Pedro, levanta-se como o porta-voz dos discípulos e diz: “Tu és o Cristo”.

A palavra Cristo, não apenas faz de Jesus um nome no meio dos outros nomes, uma pessoa a mais no meio de pessoas importantes; mas sim, faz de Jesus único, aquele que era o Escolhido de Deus para vir a terra e nos resgatar do pecado. Jesus é o Cristo, ÚNICO, o Filho de Deus que veio ao mundo.

E então, no versículo 31, Jesus passa a ensinar a Seus discípulos que sua morte seria necessária, sem ela não haveria salvação aos pecadores, aqueles que se encontravam perdidos. Era preciso que o Filho do Homem viesse, fosse morto e ressurreto ao terceiro dia. Então perguntamos, porque a Cruz? Primeiro, em obediência completa à vontade do Pai; segundo, para nos dar salvação por meio do Seu sangue e por último, porque Ele nos amou, e assim o fez de forma completa.

E a terceira pergunta que extraímos do texto é: “Quem somos nós?” Por meio da morte de Jesus, Deus estava reordenando as coisas, a história estava sendo reconstruída. Aqueles que querem se identificar como discípulos de Jesus, precisam andar pelo mesmo caminho que Ele andou, um caminho de dores, vida e morte. Conforme o versículo 34, Jesus, chamando a multidão e os discípulos, diz: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.” É como se Ele estivesse dizendo: “Agora que vocês me conhecem, que vocês sabem quem Eu sou, vocês querem me seguir?” Mas o que representa para o homem tomar a cruz? Representa dizer NÃO, negar as coisas do mundo, negar a ele mesmo, abrir mão dos seus confortos e seguir a Cristo.

Pedro, ainda em Roma, antes da Jesus ser crucificado, tinha todo um caminho de fuga de Roma para que os soldados não o prendessem, porém, ao lembrar das palavras e da vida de Jesus, este decide ficar na capital do Império e seguir os passos de Jesus. E assim, foi fiel a Cristo até a morte. Seguir a Cristo é andar pelos caminhos que Ele andou, caminhos de vida e morte. Está disposto a seguir a Jesus?


(Esboço do sermão do dia 03/02/2008, domingo pela manhã, ministrado pelo Pr. Ernesto Ferreira Jr, na Igreja do Nazareno Central de Campinas, anotado por Lucas Tognolo).

(Ernesto Ferreira Jr., Pastor da Igreja do Nazareno Central de Campinas, SP, é formado pelo Seminário Teológico Nazareno, Mestrando em Ciências da Religião pelo Seminário Nazareno das Américas e convidado pelo Pr. Aguiar para compor sua equipe desde Janeiro de 2003, a qual atua como responsável pelo ministério de Grupos Pequenos)

Bom Ânimo


Texto Base: II Coríntios 32: 1-8


Muitas vezes ao longo de nossa caminhada cristã nos vemos em situação de cansaço, desânimo frente às situações que nos rodeiam, muito embora nós não perdêssemos nossa fé, perdemos nosso ânimo. Desanimamos com pessoas, projetos, sonhos e tantas coisas a nossa volta.

Ezequias e Josias foram dois reis pós-davídicos exponenciais. Reinado de grandes conquistas para a cidade. O mesmo Ezequias que pede a Deus que não se esquecesse que ele fora um servo temente a Deus e recebe de Deus mais 15 anos de vida, passa por momentos de desânimo no seu reinado. Quando o desânimo bate na nossa porta, precisamos saber em que porta bater para resolver a situação.

De acordo com o verso dois, quando Ezequias se encontrava desanimado no seu reinado, Ele RESOLVEU tomar uma resolução. Essa é a primeira atitude que devemos tomar também, “Ezequias RESOLVEU de acordo com seus príncipes” (verso três), ou seja, nós, assim como Ezequias, precisamos procurar pessoas mais velhas, mais experientes que nós e não simplesmente resolver de acordo com nosso ímpeto para procurar uma resolução para a situação em que nós nos encontramos. Mas quem serão nossos “príncipes” como os quais nós nos aconselhamos? Devemos saber procurar as pessoas corretas.

Ezequias resolveu como qualquer líder tem que resolver. De acordo com o verso quatro, ele se AJUNTOU com o povo para tomar a decisão de fechar todas as fontes e o riacho que atravessa a região para vencer o rei da Assíria. Muitas vezes o bom líder precisa se ajuntar com o povo para resolver um problema, é o povo quem resolve e não nós mesmos.

No verso cinco, Ezequias também COBRA ÂNIMO do povo. É através dos resultados que nós recuperamos nosso ânimo. Após uma grande conquista no trabalho, na faculdade e nos nossos projetos que nós ficamos mais animados para continuar nossa jornada. E, no verso oito, lemos que Ezequias após recuperar o ânimo, o povo também ganhou confiança com as palavras do Rei. E aqui, aprendemos uma importante lição para fortalecer nosso ânimo:

Somos impulsionados por palavras que restaram nosso ânimo.

Ezequias no verso oito disse ao povo: “Sede fortes e corajosos”. Assim também precisamos nos fortalecer na fé e na oração. Há momentos que precisamos enfrentar com coragem as circunstâncias ao nosso redor.

Ezequias também diz ao povo: “Não temais nem vos assusteis com o rei da Assíria.” Devemos sempre lembrar, assim como no verso sete que há um conosco maior do que o que está com os nossos adversários. Conosco não está a força do braço da carne, mas a força do braço do Senhor.

Para concluir, em Jeremias 17:5, lemos que maldito é o homem que confia nos homens que faz a humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor. Devemos colocar nossa força nos braços do Senhor e sermos fortes e corajosos para enfrentar às circunstâncias ao nosso redor.

(Esboço do sermão pregado dia 13/04/2008, domingo manhã, pelo Pr. Aguiar Valvassoura, na Igreja do Nazareno Central de Campinas, anotado por Lucas Tognolo)

(L. Aguiar Valvassoura, Pastor da Igreja do Nazareno Central de Campinas, SP, é preletor e conferencista em vários congressos e seminários nacionais e internacionais, bacharel em teologia pela Faculdade Teológica Nazarena de Campinas – Brasil, doutor Honoris Causa pela Universidade Nazarena de Point Loma – EUA, é criador do Colégio Jaime Kratz e da Associação Nazarena Assistencial que atende hoje cerca de 310 crianças)

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O Ministério de Jesus


Texto Base: Mateus 4: 23-25

Lemos no texto de Mateus três características do Ministério de Jesus que devemos seguir, são elas:

1. Jesus ensinava – aos discípulos;

2. Jesus pregava;

3. Jesus curava.

Essas três características devem ser uma referência de como deve ser nossa vida. A primeira das características é que Jesus ensinava, somos chamados para ensinar (Mt 28:19). O discipulado é o ato de compartilhar com o próximo as verdades que conhecemos, os princípios do Reino e as doutrinas da Bíblia. A mensagem de Jesus quase sempre é de arrependimento (“Arrependei-vos porque o Reino está próximo”. Assim devemos fazer também, conscientizar as pessoas que ainda estão longe do caminho do Senhor que ela é pecadora e carece de um arrependimento.

A segunda característica é que Jesus pregava. A pregação de Jesus era confrontadora, Ele confrontava os fariseus, os doutores da lei e o povo. É como uma espada de dois gumes que nos traz desconforto mediante nosso estado de pecador. A palavra é como espelho, e de glória em glória, vemos a transformação de Deus em nós (ref. I Coríntios). Jesus ao mesmo tempo em que ensinava, admoestava, e como disse a Pedro certa vez: “Afasta-te de mim, Satanás.”, Ele quer também nos advertir de nossos erros.

A terceira característica é que Jesus curava. E, como lemos no verso vinte e quatro, a fama de Jesus percorria toda a região para que Ele pudesse curar. Aqueles que estão a procura de um milagre vão atrás de coisas e/ou pessoas que lhe possam ser úteis. Jesus a todos o curava (verso 25).

Mas que Jesus é esse que tem o poder de vir e intervir em todas as nossas necessidades? Ele não olha nossas posses, cor e jeito de ser, mas Ele nos olha com compaixão. Ele se identifica com a nossa dor, sofre conosco e tem o poder de mudar nossa história. Por onde Ele passava coisas sobrenaturais aconteciam, enfermos eram curados e pessoas transformadas.

Há algumas coisas naturais que acontecem quando Jesus passa por nossas vidas:

1) Jesus tinha consigo o poder de ser o Deus da PAZ. Por onde Ele passava saudava a todos com a Paz. Ele trazia a paz por onde Ele passava: paz que excede todo o entendimento. (II Te 3:16)

2)Jesus também trazia PODER às pessoas e aos lugares onde passava. Há poder no nome de Jesus nos céus e sobre a terra. Poder para transformar situações, curar enfermos e expulsar demônios. (Jo 1). “A todos quantos O receberam, deu-lhes o poder a fim de serem chamados filhos de Deus.”

3) Jesus trazia também ESPERANÇA, Ele é o Deus da ESPERANÇA (Colossenses 1:20). Esperança para com aqueles que não têm mais saídas e estão desesperados.

“Eu sei que o meu Redentor vive e no final se levantará do pó.” Mateus 10:25

Se o futuro está nas mãos de Deus, não podemos desistir. Porque Ele é o Deus da Esperança.

(Esboço do sermão pregado no dia 09/03/2008, domingo manhã, ministrado pelo Pr. Flávio Valvassoura, na Igreja do Nazareno Central de Campinas, anotado por Lucas Tognolo.)

(Fávio R. Valvassoura é pastor da Igreja do Nazareno Central de Campinas, formado pelo Seminário Teológico Nazareno e também pelo Beeson Institute do Asbury Theological Seminary, EUA, com especialização em Pregação Bíblica e Liderança Eclesiástica, é coordenador nacional e sul-americano de treinamento e capacitação de líderes. Membro da Junta Geral. Doutor em Ministério pelo Asbury Theological Seminary, Wilmore, KY,EUA. Desenvolveu ministério como pastor na Igreja do Nazareno Ebenézer – Campinas, SP e na Igreja do Nazareno Brasileira – Nova York, EUA. Atua na equipe pastoral da Igreja do Nazareno Central desde 2005.)

O Itinerário de Uma Igreja Vitoriosa


Texto Base: Lucas 9: 28-37

O que Deus requer de nós?

A primeira lição que precisamos aprender para saber o que Deus quer de nós é “subir ao monte” para estar com Deus e assim, ao descer, estarmos aptos para:

1. Comunicar a mensagem da graça;

2. Inspirar a mensagem da graça;

3. Refletir a Glória de Deus.

E estas coisas são feitas mediantes a prática da oração, onde estaremos ouvindo a voz de Deus e saber o que Ele tem para nossas vidas, a mensagem que Ele quer seja pregada; mediante a prática do jejum, onde estaremos nos esvaziando do homem carnal e nos enchendo do homem espiritual; e mediante a busca da plena santificação, que é alcançada somente na pessoa de Jesus Cristo.

A segunda lição que precisamos aprender é “permanecer no monte”, ter sede de Deus.

Hoje em dia, vivemos a síndrome da pressa, dos “fast-foods”, nossa correria cotidiana nos impede de vivermos uma vida mais íntima com Deus. Ao subir ao monte, precisamos também, permanecer no monte e assim, aprender a abrir mão da nossa pressa e ter mais sede de Deus. Permanecer no monte significa não perder Jesus de vista para se ver a excelência de Deus.

Por último, precisamos aprender a descer do monte, que significa confessar que não somos nada, o que nos faz lembrar uma canção cantada nos cultos infantis da igreja: "sem Cristo no barco tudo vai muito mal e vem o temporal". Sem a unção do Espírito Santo nas nossas vidas nada podemos fazer e precisamos ter Cristo no nosso barco para assim, para levarmos a mensagem de paz, consolo e esperança a toda criatura.

O que espera a igreja através dos montes?

Multidões esperam ansiosas para ouvir a palavra da Verdade. Precisamos alcançar multidões e falar da glória que vimos no monte. Em Lucas 4:18, lemos que a igreja no pé do monte sai às ruas para anunciar o ano aceitável do Senhor.

Se não subirmos ao monte para ouvir o que Deus quer de nós, viramos apenas uma organização religiosa.


(Esboço do sermão do dia 16/12/2007, domingo noite, ministrado pelo Pr.Estevam, Fernandes, na Igreja Batista Central de Campinas, anotado por Lucas Tognolo.)

(Estevam Fernandes de Oliveira, Pastor da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, PB, é Psicólogo Clínico e Terapeuta Familiar, conferencista nas áreas de Família e Liderança; mestre e doutorando em Ciências Sociais.)

terça-feira, 20 de maio de 2008

Eu Vos Aliviarei!!!



Há um sentimento generalizado de frustração em nossos dias. Quanta gente cansada de viver, deserta da vida por não suportar o peso que carrega, especialmente, o da desilusão.
Não é exagero afirmar que vivemos a “era” do cansaço. Não só do cansaço, da angústia também.

É um mundo de correria. De atropelos. Nosso cotidiano tornou-se taquicardíaco. Está acometido de arritmia. É cada vez mais difícil encontrar um lugar e uma hora para repouso. O ritmo da vida adoeceu a existência; aliás, infernizou-a completamente. As pessoas, quais peregrinos, correm atrás de miragens, que se multiplicam e se repelem constantemente.

É o cansaço de quem corre a esmo. De quem luta sem nunca derrotar o seu adversário. De quem trabalha sem paga. De quem chora sem consolo. De quem rema sem sair do lugar. De quem cansou de esperar.
Nosso século não sofre apenas de cansaço, padece de angústia também. Em alguns casos, de uma inexplicável angústia. De uma angústia sem causa aparente. Penso até que as pessoas sofrem, não raro, sem saber por quê. Contudo, sofrem! E sofrem tanto mais, quanto menos saberem qual a razão.

Recordo-me, agora, da expressão angustiante do salmista Davi, quando interrogou a si mesmo: “Porque estais abatida oh minh’alma!, e porque te perturbas dentro de mim?”(Sal 42:05). É a projeção da dor de quem já nem consegue mais saber o porquê de sua angústia. Esse tipo de frustração tem o poder de destruir nossa fortaleza interior.
O mal estar em nossos dias provém menos de males fisiológicos, do que de perturbações psicológicas. As pessoas sofrem muito mais da alma do que do corpo. Prova disso é o crescimento, cada vez maior, do consumo de tranqüilizantes, e a procura crescente pela auto-ajuda, esoterismo, pelo orientalismo, como remédios para o corpo cansado e a alma sofrida. “A alma adoece e o corpo padece”, diz o dito popular.

Jesus Cristo, o terapeuta da esperança, tem uma mensagem dirigida aos cansados e abatidos, face as pressões da vida: “Vinde a Mim e Eu vos aliviarei”.

- Como então?
Tomando sobre si as nossas dores e carregando e, Ele mesmo, os nossos fardos. Ou, carregando-os junto conosco. Dispondo seus ombros à carga que nos aflige. Chorando as nossas lágrimas e sentindo a nossa dor.
Aos cansados e angustiados por causa da arritmia moderna, o melhor remédio não é desertar da vida, mas voltar-se para Deus, a fonte da vida. Ele renova nossas forças e sussurra em nossos ouvidos: “Vinde a Mim e Eu vos aliviarei”. É a voz da esperança!

(Estevam Fernandes de Oliveira, Pastor da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, PB, é Psicólogo Clínico e Terapeuta Familiar, conferencista nas áreas de Família e Liderança; mestre e doutorando em Ciências Sociais. Texto extraído do portal http://www.pibjp.com.br, edição de 11/02/2008 e divulgado entre amigos com autorização do autor).


Vento mais Forte da Minha Parte Virá!!!


Texto Base: João 3:8

“O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.”

Há muitos homens/mulheres na história que foram muito usados por Deus para nos ensinar a viver uma vida de santificação. Esse texto de João é muito importante para que saibamos quem é o Espírito Santo? O Senhor Jesus usa uma ilustração para explicar a Nicodemos quem era o Espírito Santo – o Vento. Vento no grego significa Espírito. E aqui, no versículo oito, aprendemos alguns segredos sobre o Espírito Santo.

1º. Segredo: O Vento SOPRA!

Há uma continuidade na obra do Espírito Santo. Tanto lemos em Gênesis 1:2 que e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas, como lemos em Apocalipse 22:17 que o Espírito e a Noiva dizem vem. Nunca houve um momento na história que o Espírito Santo não estivesse em ação.

2º.Segredo: O Vento Sopra onde quer – A Obra é LIVRE!

Alguns de nós muitas vezes queremos limitar a ação do Espírito Santo, chegando muitas vezes a dizer que só O sentimos se este se manifestar de algumas maneiras específicas, como se estivéssemos domesticando-O. O Espírito Santo sopra onde quer, da forma como quer em quem Ele quer. Ele é Deus. Podemos experimentá-lO como um forte vento, uma brisa suave ou até mesmo um tornado. Deus é Espírito. A Obra do Espírito é Livre.

A Igreja está para mudar o mundo, mas sem o Espírito Santo é o mundo quem muda a Igreja. Sem a ação do Espírito Santo, todas as nossas tentativas são em vão. Ele sopra onde quer mas precisamos buscá-lO com todas as nossas forças.

3º.Segredo: Nós ouvimos a Sua Voz – A Ministração do Espírito é RECONHECÍVEL!

Poucos se esforçam no sentido de buscar o Espírito Santo. Alguns apenas querem uma experiência com Ele na Igreja. O Espírito Santo é como o Senhor Jesus. A Obra dEle é fazer com que pareçamos com Cristo, que andemos como Cristo andou. A intimidade para com o Senhor é para àqueles que O temem. Quem busca o Senhor consegue reconhecê-lO em todos os momentos ao longo da vida.

Precisamos desejar a obra para que o Espírito venha e nos santifique para que dia-a-dia, de glória em glória sejamos mais parecidos com o Senhor Jesus. Se já conhecemos o Senhor, precisamos continuar conhecendo-O ainda mais. Ele está em nosso coração e quer governar nossas vidas por completo.

Busque o ministério do Espírito Santo, consagre-se neste ministério e creia na obra que Ele é capaz de fazer em sua vida. Amém.

(Esboço do sermão do dia 18/05/2008, domingo pela manhã, ministrado pelo Pr. Ernesto Ferreira Jr., copiado por Lucas Tognolo)

(Ernesto Ferreira Jr., Pastor da Igreja do Nazareno Central de Campinas, SP, é formado pelo Seminário Teológico Nazareno, Mestrando em Ciências da Religião pelo Seminário Nazareno das Américas e convidado pelo Pr. Aguiar para compor sua equipe desde Janeiro de 2003, a qual atua como responsável pelo ministério de Grupos Pequenos)

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Adoração!!!


Texto Base: Gênesis 22: 1-12

Não há razão lógica agir como Deus pede a Abraão para agir. Não consigo parar para pensar em uma maneira racional agir desta maneira. Diferentemente de quando temos uma ordem para ir a uma padaria e buscar um pão ou ir a uma farmácia e buscar um remédio, aqui Deus simplesmente chega a Abraão e diz: “TOME seu filho e SACRIFIQUE-O”.

Aqui eu aprendo dois desafios para minha vida e para sua vida:

1º. Desafio) O que é que Deus pode pedir para mim e para você fazer por Ele?

2º. Desafio) Serei eu capaz de entregar o que Deus deseja de mim, será você capaz de entregar o que Deus deseja de ti?

O Ato de Adoração é quando nos falta o controle da situação, Deus simplesmente nos pede algo sem nos dar opção alguma. É quando não temos NADA e paramos para AGRADECER a Deus pelo que Ele é pelo que Ele tem. Nos primeiros versos do texto lido, Abraão se encontrava sem opção. Deus simplesmente determinara a ele que pegasse seu filho e O entregasse.

Se pensarmos de um modo mais humanístico, Deus diz a Abraão: MATA. De uma maneira mais sociológica Deus diz: ENTREGA. E Abraão, conforme lemos, prontamente obedeceu. Ele não deixa pra depois, ele IMEDIATAMENTE obedece. O que precisamos para tratar com Deus não deve ser deixado para depois. No verso três, lemos que fora NA MANHÃ SEGUINTE que Abraão prepara o “funeral”do próprio filho. Quantas vezes não lutamos para nossa vida, para termos bens, posses e uma vida digna? Mas aqui, Abraão lutou contra a própria morte. Será que seriamos capazes de entregar o que Deus espera de nós?

O significado de matar aqui pode ser aplicado nos nossos dias como matar sonhos, projetos, realizações, amigos, TUDO o que anda tomando o lugar que deveria ser de Deus nas nossas vidas. E Ele nos pede, ENTREGA.

Como é possível “matar e “adorar” estarem ligados?

(a) Estas duas palavras estão ligadas ao coração humano, ao ato de confiarmos ou não em Deus, no texto Abraão confiou plenamente na soberania de Deus, conforme lemos no verso 14 ele cria que Deus proveria um cordeiro para o sacrifício de seu filho Isaac. Abraão já havia matado Isaac quando atende em seu coração ao pedido de Deus. Deus não exigia o sacrifício físico, mas o sacrifício no coração.

(b) “Matar” e “Adorar” estão ligados quando reconhecemos que os propósitos de Deus são bem maiores que os nossos. Por meio da ADORAÇÃO, homens e mulheres venceram grandes batalhas. Este ato tem tudo haver com a vitória que estamos esperando.


Que as nossas vidas possam ser com um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Deus abençoe a todos!!


(Esboço do sermão pregado dia 05/04/2008, sábado, na Igreja do Nazareno Central de Campinas pregado pelo Pr.Alex Fonseca, anotado por Lucas Tognolo)

(Alex B Fonseca formou-se pelo Seminário Teológico Nazareno - 1994, estudou em Point Loma Nazarene University - 96-99, especializando-se nas seguintes áreas: Língua Inglesa, Ministério com Adolescentes e Jovens, e Mestrado em Ministérios; atuou na Igreja do Nazareno de San Jacinto - CA – USA, como pastor voluntário junto ao Ministério de Juniores e Louvor; e como missionário responsável no Louvor, Evangelismo, Jovens e Missões, na Igreja do Nazareno em Tehachapi - CA – USA, 1998-2001, faz parte da Equipe Pastoral da Igreja do Nazareno Central em Campinas desde 2001)

Fala, Pedro!!!


"Então se levantou Pedro..." (Atos 2:14).


Eu gosto quando o Espírito Santo levanta o fracassado, o caído! Pedro, mesmo envergonhado por ter negado Jesus três vezes, levantou-se, não mais para negar, mas para glorificar o nome do Senhor Jesus, para falar das grandezas e das maravilhas de Deus. É isto que o Espírito Santo faz quando Ele batiza o crente: Ele o levanta.

Deus quer levantar você também, ungir sua vida, onde você estiver agora, no lugar onde você vive. Talvez você seja alguém que já falhou, que já caiu e ninguém lhe daria uma outra oportunidade, mas Deus é especialista em pegar sucatas e transformar em obras de arte para a Sua glória.

Assim aconteceu a Pedro, que se levantou e proclamou o nome do Senhor Jesus diante daquela multidão. Estudando este texto vemos a partir de Atos 2:29 como Pedro define Jesus, como falam as profecias. Diz que todas as palavras proféticas convergiram para Jesus, e de como Ele foi o varão ungido por Deus. Essa teologia não se aprende com ninguém, não se copia de nenhuma igreja, mas é a teologia da Bíblia. Quando você está cheio do Espírito Santo, Ele o guia para a verdade e Jesus é esta verdade, como está escrito: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida..." (João 14:6).

Pedro estava terminando o seu sermão quando alguém, no meio da congregação, levanta a voz e pergunta: "O que faremos, então, irmãos?". Se fosse uma dessas igrejas com horário controlado, Pedro diria: "Volta no próximo domingo, porque o culto já acabou". Mas ele disse: "Arrependei-vos e cada um de vós creia no Senhor Jesus e sejam batizados para remissão dos pecados e recebereis o dom do Espírito Santo".

A palavra de Pedro cai com tanto poder sobre a vida daquelas pessoas que, naquele primeiro apelo evangelístico, quase 3.000 pessoas aceitaram a Jesus e foram batizadas.

Quantas vezes Pedro negou Jesus? Três. Mas Jesus usa uma matemática impressionante. No primeiro apelo de Pedro, 3.000 se converteram, o que significa que a sua falha é compensada mil vezes pelas bênçãos de Deus.

Pensamento: Deus quer levantar você no lugar onde você vive.

Oração: Pai, usa-me completamente para que muitos Te conheçam como eu Te conheci. Em nome de Jesus, amém!


Este devocional faz parte integrante do livro
Bálsamo e Mel. Direitos reservados do autor.

(L. Aguiar Valvassoura, Pastor da Igreja do Nazareno Central de Campinas, SP, é preletor e conferencista em vários congressos e seminários nacionais e internacionais, bacharel em teologia pela Faculdade Teológica Nazarena de Campinas – Brasil, doutor Honoris Causa pela Universidade Nazarena de Point Loma – EUA, é criador do Colégio Jaime Kratz e da Associação Nazarena Assistencial que atende hoje cerca de 310 crianças e Fundador do Ministério Mãos Estendidas.)

domingo, 18 de maio de 2008

Jesus está voltando!


Textos Bases: II Pedro 3: 1-13 ; Lucas 21; 29-36

Hoje em dia o tema “Família” vem sendo tratado de muitas formas. Conforme vimos a algumas semanas atrás no “Globo Repórter”, a família do futuro é encarada com sendo um mosaico, um composto de diversos fragmentos; também foi tratada com sendo um casal de homossexuais com filho adotado. Nos tempos modernos, tem-se perdido a real definição de “Família”. Conforme lemos em Mateus 24:12, “E por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará, aquele que perseverá ato o fim será salvo.”


A carta de Pedro foi escrita no fim do 1º. Século, período no qual se pregava com iminência a Volta do Senhor Jesus. Era parte da cultura da Igreja Primitiva pregar o desapego à coisas materiais, conforme lemos no livro de Atos. Embora, temos proporcionalmente, muitos cristãos hoje; perdeu-se essa preocupação com a Volta de Cristo como era na Igreja Primitiva. Antes, os cristãos saudavam-se uns aos outros com um “Maranata”, que significa: Ora vem Senhor Jesus. Hoje, por comodismo, parou-se de pregar sobre a Volta de Cristo para se pregar mais sobre a teologia do “Aqui e Agora”, na qual busca-se mais bênçãos e prosperidade.


Atualmente, podemos observar alguns pontos que nos fazem-nos pensar sobre a Volta de Cristo:

1º. Ponto) “A natureza geme esperando a manifestação de DEUS!”

Nunca houve um momento na historia do planeta Terra em que os elementos abrasados estão sendo desfeitos.

2º. Ponto) Iniquidade

Quando DEUS olhou para a geração de Noé e se arrependeu de ter criado o homem Ele destruiu a Terra com água. O que será que esse mesmo DEUS pensa de nossa geração ao ver tamanha iniqüidade nos nossos dias?

DEUS viu Sodoma e Gomorra e os destruiu com fogo, tamanha era a homossexualidade e imoralidade que circulava entre o povo. O que será que esse mesmo DEUS faria conosco hoje?

A Bíblia nos ensina que quando estas coisas começassem a acontecer estaria na hora de começarmos a preparar nossa bagagem porque o Rei está voltando.


Aqui falaremos sobre algumas coisas das quais devemos nos preocupar acerca da Volta de Cristo:

1ª. Coisa) ACAUTELAI-VOS

Diante das circunstâncias ao nosso redor, devemos tomar CUIDADO:

a. CUIDADO com nós mesmos: o que lemos determina o que pensamos, o que pensamos determina o que fazemos e o que fazemos determina o que somos. O que será estamos lendo? Devemos tomar CUIDADO com nós mesmos.

b.CUIDADO com o que nós vemos: nossos olhos são a luz do que vemos. O que nós andamos vendo na televisão? O que nós pagamos para ver ao irmos a vídeo-locadoras? O que entra pelos nosso olhos vai para o nosso cérebro e forma os nossos hábitos. Cuidado com o que vemos.

c.CUIDADO para onde estamos indo. Que lugares nós estamos freqüentando? As Escrituras nos ensinam que todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas nos convêm. Cuidado com o tipo de ambiente onde pisamos e com o que tipo de pessoas que andamos.

Como Cristãos devemos ser cada vez mais seletivos, crendo somente no que diz as Escrituras, e assim, continuar crescendo na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo. Os dias são maus, os gigantes são muitos, mas aquele que está de pé CUIDE-SE para que não caia. Nós não somos deste mundo, somos peregrinos e forasteiros; nosso nome deve estar escrito no Livro da Vida!

2ª. Coisa) VIGIAR E ORAR

Devemos começar a vigiar a nós mesmos. Precisamos nos resguardar desse mundo. Quanto tempo nós temos gastado por dia com as coisas de Deus? Talvez muito. Mas quanto tempo nós temos gastado por dia com Deus?

Deus não está preocupado com a OBRA, mas sim, com o OBREIRO. Temos que nos guardar para mantermos nossa força, nossa fé. Precisamos vigiar e orar para não cairmos.

3ª. Coisa) PREOCUPAÇÃO COM AS COISAS DESTE MUNDO

Como lemos no verso 34 do texto de Lucas 21 que não devemos ficar preocupados com as coisas deste mundo. No verso 38, Lucas diz vigiai a TODO tempo, orando para que possamos escapar (nos arrebatar) de TODAS as coisas que irão nos suceder para estarmos em PÉ diante do Filho do Homem.

Estar em pé é um ato de prontidão, não se envolver com os negócios deste mundo, aguardando a Vinda do Filho do Homem.

(Esboço do sermão pregado dia 11/05/2008, domingo pela noite, na Igreja do Nazareno Central de Campinas pelo Pr. Aguiar, anotado por Lucas Tognolo)


(L. Aguiar Valvassoura, Pastor da Igreja do Nazareno Central de Campinas, SP, é preletor e conferencista em vários congressos e seminários nacionais e internacionais, bacharel em teologia pela Faculdade Teológica Nazarena de Campinas – Brasil, doutor Honoris Causa pela Universidade Nazarena de Point Loma – EUA, é criador do Colégio Jaime Kratz e da Associação Nazarena Assistencial que atende hoje cerca de 310 crianças e fundador do Ministério Mãos Estendidas)

Remando em meio às tempestades


Texto Base: Marcos 6: 45-52

As tempestades que enfrentamos são assim: Começamos com um belo dia ensolarado e de repente algumas nuvens densas começam a se formar prestar a cair uma grande tempestade. Sejam essas “densas nuvens” nosso casamento, nossa família, emprego, amigos, vida acadêmica dentre tantas “densas nuvens” que de repente podem vir a tona em nossas vidas. Mas é interessante notar como Cristo prova a nossa fé. Primeiro, Ele se encontra no mesmo barco conosco e depois Ele nos compele.

Às vezes na nossa caminhada da fé, Deus permite que passemos por tempestades para sentirmos algo maior da parte dEle, mesmo sem a presença dEle no nosso barco. Algumas batalhas da nossa vida precisamos enfrentar pela fé, lembrando-nos que se com Cristo já enfrentamos diversas tempestades, podemos enfrentar quaisquer outras também que surgirem.

No verso quarenta e sete, lemos que fora AO ANOITECER que tudo começou a piorar. Os discípulos começaram a enfrentar o desconhecido, remavam com dificuldade. No meio do escuro e do desconhecido não sabemos o que vem contra nós. É assim também nas nossas vidas: De repente, algumas nuvens densas se formam e as ondas do mar bravio começam a bater – o esfriamento de um amor, brigas familiares, crises diversas.

Lemos na passagem de Marcos que o barco já estava no MEIO do mar quando a tarde começou a trazer a noite e as ondas começaram a bater mais forte; no texto, os discípulos se esqueceram que fora Jesus quem os havia compelido para aquele barco. Muitas vezes quando estamos no MEIO do mar da vida, sejam esse mar nossa empresa, nossos sonhos e projetos, nossas faculdades; esquecemos-nos do quanto Deus já fez por nós. Como diria o velho hino: “Conta as bênçãos, conta-as de uma vez, e verás surpreso o quanto Deus já fez”. A palavra de Deus não muda e quando Ele nos compele para um barco é porque Ele tem um propósito para nós.

No verso quarenta e oito, lemos que ELE VIU que os discípulos passavam por uma tempestade. Deus vê nossas dificuldades, mas Ele tem um propósito com elas para nós. As tempestades da vida servem para amadurecer nossa fé e vermos que Deus tem cuidado de nós. Mas uma coisa me chama a atenção nesse texto: “Quando a tempestade veio, os discípulos continuavam remando mesmo em meio a dificuldades, e assim devemos nós também proceder. Devemos continuar remando, pois Jesus está vindo ao nosso encontro.” Não há porque desistir do seu casamento, trabalho, faculdade, sonhos, pois Cristo está vindo ao seu encontro. Ele VÊ a nossa dificuldade assim como também VÊ o nosso ESFORÇO. Cristo não ajuda preguiçoso! Precisamos remar para vencer as dificuldades que enfrentamos.


Como é bom saber que enquanto remamos com dificuldade, Cristo intercede por nós (verso 46: Ele estava em um monte intercedendo por seus discípulos). Jesus sabe o nosso limite, Ele não nos permite ir além do que agüentamos, apenas quer provar nossa fé. Quando tudo ultrapassar nosso limite humano é que Ele vem ao nosso encontro. Se não desanimarmos de repente, no meio da noite (era alta madrugada quando Ele foi ao encontro dos discípulos) Jesus vem ao nosso encontro. E, conforme o verso quarenta e oito, Ele toma a nossa dianteira. Quando achamos que Jesus está atrasado, devemos descansar em paz, pois Cristo está a ponto de tomar a dianteira de nossos problemas e nos levar a um lugar seguro.

Note agora no verso quarenta e nove: Pensaram que era um FANTASMA. Às vezes estamos tão acostumados com os problemas, fracassos no trabalho e entrevistas que não dão certo que quando vemos Jesus nos atemorizamos. Sabe por quê? Porque não estamos acostumados em ver a mão de Deus agindo, falta-nos fé. Quem tem fé vive na expectativa de que o milagre pode acontecer a qualquer hora.


Mas no verso cinqüenta, Jesus diz: CORAGEM! SOU EU! Quando Jesus se aproxima de nós Ele nos pede bom ânimo. Não se assuste se você ver o sobrenatural de Deus em sua vida. Não se assuste ao ver Jesus vindo na sua direção e agindo na sua vida, pois Ele nos pede para ficarmos firme, termos bom ânimo. Pois, como está escrito no verso cinqüenta e um, CRISTO SUBIU NO BARCO! Jesus sobe no nosso barco, seja o nosso barco o nosso trabalho, casamento, vida acadêmica ou qualquer outra situação da nossa vida; e o VENTO SE ACALMA.

É assim que vai acontecer nas nossas vidas: No momento em que Jesus entrar no nosso barco, o vento vai cessar; e assim como os discípulos, ficaremos também atônitos com o que Deus vai fazer em nossas vidas. Amém!


(Esboço do sermão pregado dia 29/04/2008, terça-feira, na Igreja do Nazareno Central de Campinas, ministrado pelo Pr. Flávio Valvassoura, anotado por Lucas Tognolo)

(Fávio R. Valvassoura é pastor da Igreja do Nazareno Central de Campinas, formado pelo Seminário Teológico Nazareno e também pelo Beeson Institute do Asbury Theological Seminary, EUA, com especialização em Pregação Bíblica e Liderança Eclesiástica, é coordenador nacional e sul-americano de treinamento e capacitação de líderes. Membro da Junta Geral. Doutor em Ministério pelo Asbury Theological Seminary, Wilmore, KY,EUA. Desenvolveu ministério como pastor na Igreja do Nazareno Ebenézer – Campinas, SP e na Igreja do Nazareno Brasileira – Nova York, EUA. Atua na equipe pastoral da Igreja do Nazareno Central desde 2005.)

EU TENHO COMUNHÃO COM OS MEUS IRMÃOS


"E todos continuavam firmes no ensino dos apóstolos, viviam em AMIZADE uns com os outros e se reuniam para as refeições e as orações" (Atos 2:47).

Olá amigos internautas de todo o país. Graça e Paz da parte do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Quando estive pensando em um tema pra escrever no blog, a primeira coisa que me veio a mente foi sobre relacionamentos. Em um mundo onde cada vez mais se vê relacionamentos quebrados e manchados por marcas destrutivas, o que será que Deus tem para nos dizer?

Uma evidência daqueles que buscam uma vida cheia do Espírito Santo é você poder dizer: "Eu tenho comunhão com TODOS os meus irmãos". Afinidade é outra coisa bem diferente. O Espírito Santo une as pessoas, não importa a cor, a cultura, o tecido do seu vestido. Se eu não tiver prazer em rever os irmãos, a cada domingo, há alguma coisa errada com a minha vida. Com Deus nós temos comunhão todos os dias, mas com os irmãos é quando estamos na Igreja. O meu ponto em comum com o irmão é Jesus Cristo. Aleluia!


Quando estamos cheio do Espírito Santo temos um ponto de convergência e não de divergência. Não se divide por causa de Jesus. "Eu, quando levantado do alto da terra, atrairei todos para mim mesmo" (João 12:32). Isso se chama vida no Espírito.


Que possamos estar pedindo a DEUS: "Senhor, que no dia-a-dia da minha vida eu possa ser instrumento de comunhão com todos aqueles que tens criado. Em nome de Jesus, amém!"

DEUS abencoe a todos!!!