quinta-feira, 22 de maio de 2008

Marcos 1:1: “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”


Texto Base: Marcos 8: 27 – 37

O livro de Marcos foi o primeiro dos evangelhos a ser escrito, trata-se de um livro dinâmico, onde o autor utiliza-se de diversas expressões tais como: Em seguida, Logo então, entre outras.

No texto em questão, Jesus interroga seus discípulos com a seguinte pergunta: “Quem dizem os homens que eu sou?”. Jesus não era entendido pelos homens de sua época, muitos o acusavam de expulsar demônios em nome do demônio, outros o repreendiam porque Ele andava com pecadores e sentava-se na mesa de pecadores. No contexto de Marcos 8, Jesus estava na cidade de Cesaréia de Filipe, cidade esta que recebera o nome em homenagem a César, imperador do Império Romano e Filipe, governador de Roma; personalidades de grande importância, mas Jesus, então, queria saber de seus discípulos o que os homens pensavam que Ele era e seus discípulos, responderam: “Uns dizem: João, o Batista; a outros, Elias; e ainda outros: Algum dos profetas.” Então, Pedro, levanta-se como o porta-voz dos discípulos e diz: “Tu és o Cristo”.

A palavra Cristo, não apenas faz de Jesus um nome no meio dos outros nomes, uma pessoa a mais no meio de pessoas importantes; mas sim, faz de Jesus único, aquele que era o Escolhido de Deus para vir a terra e nos resgatar do pecado. Jesus é o Cristo, ÚNICO, o Filho de Deus que veio ao mundo.

E então, no versículo 31, Jesus passa a ensinar a Seus discípulos que sua morte seria necessária, sem ela não haveria salvação aos pecadores, aqueles que se encontravam perdidos. Era preciso que o Filho do Homem viesse, fosse morto e ressurreto ao terceiro dia. Então perguntamos, porque a Cruz? Primeiro, em obediência completa à vontade do Pai; segundo, para nos dar salvação por meio do Seu sangue e por último, porque Ele nos amou, e assim o fez de forma completa.

E a terceira pergunta que extraímos do texto é: “Quem somos nós?” Por meio da morte de Jesus, Deus estava reordenando as coisas, a história estava sendo reconstruída. Aqueles que querem se identificar como discípulos de Jesus, precisam andar pelo mesmo caminho que Ele andou, um caminho de dores, vida e morte. Conforme o versículo 34, Jesus, chamando a multidão e os discípulos, diz: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.” É como se Ele estivesse dizendo: “Agora que vocês me conhecem, que vocês sabem quem Eu sou, vocês querem me seguir?” Mas o que representa para o homem tomar a cruz? Representa dizer NÃO, negar as coisas do mundo, negar a ele mesmo, abrir mão dos seus confortos e seguir a Cristo.

Pedro, ainda em Roma, antes da Jesus ser crucificado, tinha todo um caminho de fuga de Roma para que os soldados não o prendessem, porém, ao lembrar das palavras e da vida de Jesus, este decide ficar na capital do Império e seguir os passos de Jesus. E assim, foi fiel a Cristo até a morte. Seguir a Cristo é andar pelos caminhos que Ele andou, caminhos de vida e morte. Está disposto a seguir a Jesus?


(Esboço do sermão do dia 03/02/2008, domingo pela manhã, ministrado pelo Pr. Ernesto Ferreira Jr, na Igreja do Nazareno Central de Campinas, anotado por Lucas Tognolo).

(Ernesto Ferreira Jr., Pastor da Igreja do Nazareno Central de Campinas, SP, é formado pelo Seminário Teológico Nazareno, Mestrando em Ciências da Religião pelo Seminário Nazareno das Américas e convidado pelo Pr. Aguiar para compor sua equipe desde Janeiro de 2003, a qual atua como responsável pelo ministério de Grupos Pequenos)

Bom Ânimo


Texto Base: II Coríntios 32: 1-8


Muitas vezes ao longo de nossa caminhada cristã nos vemos em situação de cansaço, desânimo frente às situações que nos rodeiam, muito embora nós não perdêssemos nossa fé, perdemos nosso ânimo. Desanimamos com pessoas, projetos, sonhos e tantas coisas a nossa volta.

Ezequias e Josias foram dois reis pós-davídicos exponenciais. Reinado de grandes conquistas para a cidade. O mesmo Ezequias que pede a Deus que não se esquecesse que ele fora um servo temente a Deus e recebe de Deus mais 15 anos de vida, passa por momentos de desânimo no seu reinado. Quando o desânimo bate na nossa porta, precisamos saber em que porta bater para resolver a situação.

De acordo com o verso dois, quando Ezequias se encontrava desanimado no seu reinado, Ele RESOLVEU tomar uma resolução. Essa é a primeira atitude que devemos tomar também, “Ezequias RESOLVEU de acordo com seus príncipes” (verso três), ou seja, nós, assim como Ezequias, precisamos procurar pessoas mais velhas, mais experientes que nós e não simplesmente resolver de acordo com nosso ímpeto para procurar uma resolução para a situação em que nós nos encontramos. Mas quem serão nossos “príncipes” como os quais nós nos aconselhamos? Devemos saber procurar as pessoas corretas.

Ezequias resolveu como qualquer líder tem que resolver. De acordo com o verso quatro, ele se AJUNTOU com o povo para tomar a decisão de fechar todas as fontes e o riacho que atravessa a região para vencer o rei da Assíria. Muitas vezes o bom líder precisa se ajuntar com o povo para resolver um problema, é o povo quem resolve e não nós mesmos.

No verso cinco, Ezequias também COBRA ÂNIMO do povo. É através dos resultados que nós recuperamos nosso ânimo. Após uma grande conquista no trabalho, na faculdade e nos nossos projetos que nós ficamos mais animados para continuar nossa jornada. E, no verso oito, lemos que Ezequias após recuperar o ânimo, o povo também ganhou confiança com as palavras do Rei. E aqui, aprendemos uma importante lição para fortalecer nosso ânimo:

Somos impulsionados por palavras que restaram nosso ânimo.

Ezequias no verso oito disse ao povo: “Sede fortes e corajosos”. Assim também precisamos nos fortalecer na fé e na oração. Há momentos que precisamos enfrentar com coragem as circunstâncias ao nosso redor.

Ezequias também diz ao povo: “Não temais nem vos assusteis com o rei da Assíria.” Devemos sempre lembrar, assim como no verso sete que há um conosco maior do que o que está com os nossos adversários. Conosco não está a força do braço da carne, mas a força do braço do Senhor.

Para concluir, em Jeremias 17:5, lemos que maldito é o homem que confia nos homens que faz a humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor. Devemos colocar nossa força nos braços do Senhor e sermos fortes e corajosos para enfrentar às circunstâncias ao nosso redor.

(Esboço do sermão pregado dia 13/04/2008, domingo manhã, pelo Pr. Aguiar Valvassoura, na Igreja do Nazareno Central de Campinas, anotado por Lucas Tognolo)

(L. Aguiar Valvassoura, Pastor da Igreja do Nazareno Central de Campinas, SP, é preletor e conferencista em vários congressos e seminários nacionais e internacionais, bacharel em teologia pela Faculdade Teológica Nazarena de Campinas – Brasil, doutor Honoris Causa pela Universidade Nazarena de Point Loma – EUA, é criador do Colégio Jaime Kratz e da Associação Nazarena Assistencial que atende hoje cerca de 310 crianças)